1º aluna estrangeira defende dissertação no PPGCS

A estudante angolana Ilda Vaica Armando Cunga, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) da Unisul, é a primeira aluna estrangeira a defender a dissertação do mestrado no programa. Ela veio para o Brasil em 2018 e iniciou as pesquisas sobre “Fatores de Risco para a Soroconversão de crianças expostas ao HIV por via vertical no estado de Santa Catarina, 2007-2017”.

O trabalho de Ilda analisou a transmissão do HIV de mãe para filhos. A pesquisa surtiu tantos efeitos que deve ser levada e aplicada em Angola. “Durante o processo, a primeira-dama do país já entrou em contato com a Ilda para usar um pouco do nosso modelo de estruturação e aplicar no retorno dela para o seu país de origem”, enalteceu a professora Fabiana Schuelter Trevisol, orientadora de Ilda no mestrado e coordenadora-adjunta do PPGCS.

A mestranda conta que, apesar da saudade dos familiares, a experiência de realizar o mestrado na Unisul foi única. “Todos me receberam muito bem. Acredito que esta oportunidade, de trazer estudantes estrangeiros, deve continuar sempre, pois os ganhos das pesquisas são para todos os países”, comentou Ilda.

Pela avaliação da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), um dos critérios mais importantes é o processo de internacionalização, seja pela ida de alunos e professores para outras instituições fora do país ou pela vinda de estudantes estrangeiros.

Transmissão vertical

A transmissão de mãe para filho (transmissão vertical) é a principal via de infecção pelo HIV na população infantil. No Brasil essa forma tem sido responsável por cerca de 90% dos casos notificados de AIDS em menores de 13 anos. Estima-se que 15 a 30% das crianças nascidas de mães soropositivas para o HIV adquirem o vírus na gestação, durante o trabalho de parto ou parto, ou por meio da amamentação. As informações são da Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde.

“Esse é um assunto importantíssimo, pois, apesar de o Brasil ser referência no tratamento do HIV, percebemos que ainda é pouco comentado e estudado”, lamentou Ilda.