A fisioterapia no tratamento oncológico e a eficácia na reabilitação

A Fisioterapia no tratamento oncológico, conhecida como Fisioterapia Onco-Funcional, é uma das especialidades do fisioterapeuta que presta assistência específica e
adequada aos portadores de câncer. Esta especialidade segue num mercado em ascensão, sendo reconhecida pelo Conselho Federal de Fisioterapia a partir de 2011 e, desde
então, os profissionais estão aptos a atender pacientes com sequelas do tratamento.

Segundo a professora Luana Meneghini Belmonte, coordenadora do curso de Fisioterapia na Unidade Pedra Branca, o trabalho do fisioterapeuta começa no pré-operatório. “A assistência fisioterapêutica ao paciente oncológico tem início antes da cirurgia, visando o preparo para o procedimento e redução de complicações”, conta.

Conheça o curso de Fisioterapia

O tratamento mais conhecido nesta área é nos casos de câncer de mama, mas também, ganha cada vez mais visibilidade nos tratamentos do câncer de cabeça e pescoço, por
conta das sequelas.“O linfedema é a sequela mais crônica e é o fisioterapeuta que pode contribuir para reinserir o paciente oncológico à vida normal. Quando o paciente
com câncer é submetido a cirurgia e a radioterapia necessita do acompanhamento do fisioterapeuta. Tanto por conta das sequelas, funcionais e motoras, das mutilações
cirúrgicas, quanto das fibroses advindas da radioterapia. O objetivo é inserir o paciente oncológico à sua rotina funcional e ocupacional”.

Durante o período de internação o enfoque é global para prevenir, minimizar e tratar das complicações respiratórias, motoras e circulatórias. “A dor é uma das
principais e mais freqüentes queixas do paciente oncológico, devendo por isto ser valorizada, controlada e tratada em todas as etapas da doença. As diversas técnicas
para analgesia são um ponto forte da Fisioterapia em Oncologia”, explica a professora.

O curso de Fisioterapia da Unisul apresenta em sua grade curricular unidades de aprendizagem teóricas e práticas voltadas a fisioterapia oncofuncional. Um dos estágios
obrigatórios na Clínica Escola de Fisioterapia atende o paciente oncológico para atender as demandas clínico-cinesiológico-funcionais desses pacientes.

Da graduação para o Japão

Este envolvimento entre a teoria e prática resultou em uma série de pesquisas e participações que envolvem a fisioterapia Onco-Funcional.

Em setembro, em Kyioto (Japão), foi apresentado o trabalho sobre a Prevalência de sintomas apresentados
automaticamente em mulheres após a braquiterapia de taxa de alta dose, o primeiro estudo brasileiro a ser apresentado internacionalmente. A pesquisa determinou a
prevalência de estridente vaginal na avaliação fisioterapêutica em mulheres com câncer ginecológico e que foram submetidas a abraquiterapia de alta taxa de dose (HDR)
entre 2016 e 2018, no Centro de Pesquisas Oncológicas (CEPON) de Santa Catarina.

A apresentação é resultado das pesquisas da professora Mirella Dias em conjunto com estudantes e egressas de Fisioterapia Letícia Lara Custódio, Janini Jaine da Silva Patrício, Amanda Rodrigues de Carvalho, Cristiana Pezzi Franco de Souza, Jaqueline Munaretto Timm Baiocchi e Carolina Barreto Mozzini, em parceria com o CEPON.

COMPARTILHAR