A importância da Proteção Catódica na área da Eng. Civil

O Trabalho de Conclusão de Curso “Proteção catódica: uso no concreto armado” realizado pelos alunos Diego Rafael Pires e Nilton de Sá Junior, do curso de Engenharia Civil da Unisul Unidade Pedra Branca, e orientado pela professora Eng. Fernanda Soares de Sousa Oliveira, teve por objetivo apresentar um estudo sobre o uso da proteção catódica como instrumento de controle dos diversos tipos de corrosão que acomete o aço. O trabalho foi aprovado com nota máxima neste mês de novembro.

A proteção catódica é um processo de controle contra a corrosão de metais (tubulações e estruturas). O princípio básico é tornar o elemento metálico a ser protegido em um cátodo (o eletrodo de carga elétrica negativa) de uma célula de corrosão, o que pressupõe a presença de um ânodo (eletrodo positivo). Assim, o processo natural de perda de elétrons da estrutura para o meio, fenômeno que causa a corrosão, é compensado pela ligação da estrutura metálica a um ânodo de sacrifício, em geral, um eletrodo de cobre/sulfato. O direcionamento da corrente elétrica preserva a estrutura metálica, ocorrendo corrosão controlada no ânodo.

“Nossa pesquisa foi realizada com a ideia de proteger a armadura dentro do concreto armado, para isso nós realizamos a conexão dessa armadura com um material mais eletronegativo que o aço. Então, quando o aço tende a oxidar, que é perder eletro, esse material mais eletronegativo, que no caso foi o alumínio, fornece os elétrons para o aço evitando assim a oxidação dele”, explica Nilton.

Os processos

Existem dois diferentes sistemas pelos quais se pode aplicar a proteção catódica: proteção catódica galvânica e a proteção catódica por corrente impressa. Na proteção catódica galvânica, instala-se um ânodo galvânico paralelo à tubulação. Com o fim da vida útil do ânodo, é necessária sua substituição para preservar os tubos. Já na proteção por corrente impressa, a estrutura metálica é ligada a um retificador de corrente elétrica. Conforme o revestimento externo perde sua eficiência, é preciso aumentar a intensidade da corrente do retificador.

Para o trabalho os alunos realizaram um experimento para comprovar a teoria, e para isso fizeram dois corpos de prova e realizaram o experimento. Durante o teste os alunos simularam uma falha no cobrimento nos dois corpos, sendo que em um deles foi aplicado a proteção galvânica e o outro não. O material escolhido foi o alumínio, indicado para ambientes marítimos, além de ser mais eletronegativo que o aço. Uma hora após o início do ensaio, observou-se o início da oxidação no corpo de prova sem a proteção catódica, já o corpo de prova com a proteção catódica, não oxidou na parte onde a água salgada atuou como meio eletrólito.

Falta pesquisa sobre o assunto

Com a pesquisa, os alunos observaram a falta de conhecimento dos profissionais da área da construção civil sobre o assunto, além da pouca discussão na graduação como um todo. Os estudantes afirmam isso porque tiveram dificuldades para encontrar autores que falassem sobre proteção catódica, além do fato da corrosão ser uma importante patologia nas obras e ainda a limitação do combate da corrosão à tratamentos superficiais.

Conheça o Curso de Engenharia Civil

COMPARTILHAR