O uso da tecnologia no combate ao sedentarismo infantil

A proposta do professor de Educação Física da Unisul, Philipe Guedes Matos, é de usar as facilidades tecnológicas como motivação à prática desportiva reduzindo o sedentarismo infantil. A ideia é aproveitar jogos que estimulem a prática de exercícios físicos e aplicativos que marquem o desempenho em atividades para fazer com que os jovens se mantenham mais saudáveis e ativos, mesmo diante das telas.

Philipe enfatiza que os profissionais de educação física no ambiente escolar precisam pensar nos conhecimentos que os estudantes já carregam e utilizar isso em favor das atividades físicas desenvolvidas. “É preciso lembrar que hoje o smartphone de um adolescente, por exemplo, faz parte da sua identidade. Não podemos ter receio de mudar, nossas crianças anseiam por desafios, sejam eles no mundo real ou virtual”, destaca.

Uma das alternativas apontadas pelo profissional tem relação com os Exergames, jogos que avaliam a movimentação do corpo para avançar de fase. Há também a opção da utilização de aplicativos que contam os passos, as distâncias percorridas e que tem como base o conceito da gamificação. “Essa ideia reconhece através de recompensas como uma premiação ou subida de nível os feitos alcançados”, acrescenta Philipe.

Sedentarismo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o mínimo cinco horas semanais de atividades físicas para crianças e adolescente. No entanto, uma pesquisa revelou que 45% das crianças brasileiras da faixa etária dos 10 aos 12 anos praticavam menos que 40 minutos diários de exercícios, sendo considerados sedentários. Os dados foram apurados em 2016 pela The Infant and Kids Study, constatando que os pesquisados passavam mais de quatro horas por dia em frente aos eletrônicos.

Atividade física escolar

De acordo com Philipe, a melhor atividade física para uma pessoa é aquela que proporciona ludicidade, trazendo prazer e satisfação. Então, gostar da atividade física é importante para que o praticante se sinta motivado e a faça regularmente. E o profissional precisa lembrar ainda que a Educação Física Escolar vai além da atividade física, e que diversas unidades de conhecimentos e habilidades devem ser trabalhadas com a crianças e adolescente durante toda a Educação Básica.

A OMS estima que em 2025 cerca de 75 milhões de crianças serão sedentárias no mundo todo. Incentivar a prática de esporte nos mais jovens de modo a tornar isso um hábito é o desafio dos atuais e futuros profissionais da educação física no ambiente escolar, mas novas iniciativas podem melhorar esse cenário.

“A Educação Física busca, de forma sintetizada, fazer o ensino de uma cultura corporal de movimento. O professor que ensina essa premissa para a criança e a desenvolve durante o período escolar favorece um hábito de vida mais saudável na vida adulta. É preciso salientar que a criança está mais propensa a aprender diversas capacidades e a sentir prazer pela atividade física moderada e vigorosa”, avalia Philipe.

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