Oficina de Pães ao Levain – Fermentação Natural acontece no sábado, 31

O pão é um dos alimentos mais antigos do mundo. Estima-se que tenha surgido há 12 mil anos, na Mesopotâmia, juntamente com o cultivo do trigo. Desde então, a tradição do pão é passada de geração para geração. A simplicidade de utilizar apenas as mãos como ferramenta principal, o cuidado e carinho colocado na água, na farinha que mais tarde transforma-se em pão e que proporciona sensações e texturas de um alimento feito com muito amor, são alguns dos aspectos sentidos pelas pessoas que cultivam a tradição do pão artesanal, como é caso de Cristina Valeije que, no dia 31/8, ministrará o curso de Pães ao Levain, na Unisul Unidade Pedra Branca.

Os Pães ao Levain surgiram na vida de Cristina depois que ela vendeu seus restaurantes. Passou um tempo tentando encontrar algo para preencher esse vazio e foi nessa busca que os Pães ao Levain apareceram em sua vida. A partir do contato com os ingredientes para fazer os pães, Cristina conseguiu também entender coisas sobre si mesma. ‘’Eu digo que o pão nos ensina, nos trata, como numa terapia, a Terapia do Pão! Eu gosto de cozinhar em silêncio, gosto mesmo é de ouvir meus pensamentos, enquanto faço pães organizo as coisas dentro de mim, minha terapia’’, conta.

Levain

O Levain também pode ser conhecido por outros nomes como: sourdough, starter, lievito, massa madre, massa lêveda ou massa azeda. O fermento natural trata-se da mistura da farinha de trigo com a água. É preciso um tempo considerável até o resultado final, que para Cristina é único. ‘’Um pão com esse fermento leva mais tempo para ser feito, possui um aspecto rústico, uma casca crocante, um miolo cheio de alvéolos irregulares, um sabor levemente azedo, aroma e textura incomparáveis’’.

Benefícios

Cristina explica também os benefícios obtidos: ‘’possui um índice glicêmico mais baixo do que outros pães; sua digestão é mais fácil, até mesmo para aqueles que são sensíveis ao glúten, devido a sua fermentação mais lenta; pode ser armazenado por mais tempo, pois o ácido acético que inibe o crescimento de bolor é produzido na fabricação de fermento; aumenta o teor de bactérias benéficas no intestino e possui uma série de nutrientes devido à complexidade de sua composição’’.

Os resultados saudáveis do pão artesanal são um dos motivos desse ramo empresarial que cada vez mais gera retorno. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria da Panificação e Confeitaria (Abip), mostram que o setor registrou, em 2015, um crescimento de 2,7% e um faturamento próximo aos 85 bilhões de reais. ‘’Eu vejo um mundo de possibilidades à nossa frente. As pessoas estão redescobrindo o que nossos ancestrais já sabiam. Um bom pão leva tempo, produtos de qualidade, amor e paciência! Fico feliz de fazer parte desse movimento que está levando a mensagem de que o pão, um alimento sagrado, também pode ser um alimento saudável’’, ressalta a Cristina.

Itália

No último mês, Cristina esteve na Itália a convite da empresa Le 5 Stagioni para um curso de formação em um dos principais moinhos do país, o Agugiaro & Figna. Além de aprimorar ainda mais seu amor pelos pães uma das principais lições que ficou é a de não ser tarde para começar.

“Estou com 52 anos e ainda estou seguindo meus sonhos! O que mais aprendi? Técnicas sim, mas sobretudo, o respeito pelo ingrediente. Conhecer a alma de uma empresa que investe tempo, dinheiro e muita tecnologia para nos oferecer o melhor que o trigo pode nos dar, ganhou meu coração. O Pão ao Levain mudou a minha vida! Esse curso é para quem quer mudar a forma de fazer pães e muito mais. É também uma chance de se encontrar em uma nova atividade. A oportunidade de conhecer um universo enorme de pessoas incríveis unidas pela mesma paixão, e sobretudo, um passo sem volta para um desenvolvimento pessoal e psicológico delicioso, através da melhor terapia do mundo, a Terapia do Pão’’, conclui Cristina.

A oficina

A oficina de Pães ao Levain – Fermentação Natural está com as inscrições abertas até o dia 31 de agosto. O curso será ministrado por Cristina Valeije, no dia 31/8, das 9h às 13h, na Unidade Pedra Branca com duração de quatro horas. As inscrições são ofertadas para todos os interessados em aprender sobre panificação e fermentação natural dos pães.

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