Água: ter ou não ter, eis a questão?, por Jairo Henkes

No dia 22 de março é comemorado o Dia Mundial da Água. O professor Jairo Afonso Henkes, Engenheiro Agrônomo, M.SC., Coordenador Gestão Ambiental, na UnisulVirtual, traz reflexões sobre o tema.

Alertas, preocupações, pesquisas, relatórios, conferências, Simpósios, Congressos e uma série de eventos têm apresentado a mesma tônica. As mudanças climáticas estão presentes e temos que nos adaptar a elas, entre os impactos destas mudanças o maior se traduz na diminuição da cobertura com neve e gelo no planeta, a diminuição e extinção de algumas geleiras seculares, no Ártico o derretimento da calota polar se faz presente e no sul, na Antártida, observa-se o derretimento de glaciares importantíssimos, por se tratar de uma imensa reserva de água doce, a simples diminuição de seus volumes acarreta uma série de consequências na nossa vida cotidiana.

Várias são as preocupações, registros e indicações que demonstram a elevação da temperatura terrestre ao longo dos últimos 100 anos de forma exponencial, que pode e deve ser amenizada, com o desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias, mas em princípio àquelas que respeitem os ciclos biológicos da natureza, pois que, esta se recicla, e já se recuperou ao longo de milhões de anos de diversas catástrofes globais, entretanto nenhuma que tenha ocorrido sobre a humanidade.

Deste modo ao comemorarmos o Dia Mundial da Água, faço uma referência à comemoração também, nesta semana, do Dia Internacional das Florestas, destacando a sua relação de importância e simbiose, pois que as florestas ao garantirem parcela importante da fotossíntese, garantem a manutenção da biodiversidade, armazenam água, efetivam o ciclo hidrológico além de manter o equilíbrio térmico das regiões.

Esta relação floresta-água é destacada na proteção de fontes e mananciais, estejam onde estiverem, quer seja no seio da floresta, no campo, nos espaços rurais com cultivos agropecuários, quanto nos ambientes urbanos e industriais, todos sem exceção têm um compromisso em revitalizar os espaços onde temos a riqueza dos recursos hídricos, sob pena de em um futuro breve verificarmos problemas cruciais com a indisponibilidade deste recurso natural e vital.

Desta forma o poder público, a iniciativa privada, as universidades e a sociedade tem um grande compromisso com as futuras gerações: desenvolver mecanismos de revitalização do espaço hidrológico e reverter o crescimento exponencial da temperatura global, para que tenhamos um futuro, com condições de reprodução da humanidade.

Toda reflexão e alertas são válidos, desde que desencadeiem consciência, ações e atitudes para a reversão dos atuais prognósticos. Ser ou não ser? Existir ou não existir? Água: ter ou não ter, eis a questão?

 

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