Aluna relata experiência ao participar do projeto cultura de paz nas escolas

A aluna Adriana Alcantâra Motta, participa do Projeto de Extensão Unisul e Cultura de Paz nas Escolas desde a primeira edição, lançada em maio deste ano. O Projeto consiste em aplicar a metodologia voltada às práticas restaurativas para os gestores, professores e alunos que sua relações cotidianas e nas eventuais situações de conflito.

Por ser voluntária da Legião dos Franciscanos (Lefran), em Caxias do Sul (RS), sua cidade natal, Adriana tinha familiaridade com os Círculos de Construção de Paz, e ao tomar conhecimento da oferta do projeto de extensão Cultura da Paz nas escolas ofertado pela UnisulVirtual, se interessou pela atividade.

Nesta época, Adriana, já estava de mudança para Santa Catarina e enquanto isso, buscou qualificar-se para trabalhar com as práticas de mediação e promoção da cultura de paz. “Como estávamos em processo de mudança para Santa Catarina e eu, decidida a integrar o Projeto, optei neste tempo em fazer um curso de 40h, que me deu embasamento para trabalhar com Círculos Restaurativos. Quando cheguei já tinha escolas engatilhada, aí deu certo, eu acabei fazendo aqui, na Escola Ivo Silveira em Palhoça, em função da minha mudança”.

A experiência profissional de Adriana também contou bastante para que aplicasse a metodologia. Como administradora, está habituada com treinamentos, ela atendia as três regiões do Sul pela empresa que atuava. “Toda a minha história foi em empresas de grande porte e faço treinamentos na área de desenvolvimento de lideranças e gestão comercial. Então por já lidar com pessoas não foi difícil e pela minha formação, porém minha atuação sempre foi mais formal, o próprio círculo e a formação adquirida pelo Projeto, me fez quebrar alguns paradigmas”, conta.

Para trabalhar com a escola, a Professora Patrícia Santos e Costa, Coordenadora do Projeto, aplicou a primeira prática restaurativa na Escola Ivo Silveira, juntamente com a extensionista Adriana. Isso se deu, em virtude da proximidade da Sede da UnisulVirtual com a escola parceira e escolhida pela extensionista, visto que o Projeto é oferecido a distância, e atende o Brasil em toda a sua extensão. “Antes de iniciarem as prática restaurativas, os estudantes recebem as orientações via ambiente virtual de aprendizagem, e com a Adriana não foi diferente. Ela recebeu todas as orientações para realizar as atividades do projeto”, afirma a professora Patrícia.

O primeiro passou foi conhecer a escola e levar a Carta de Apresentação do Projeto, elaborada pela Universidade. Com o aceite, Adriana fez o diagnóstico do local. “Quando eu fiz o diagnóstico na Escola Estadual Ivo Silveira, vi que a necessidade era atender os professores, os conflitos existiam primeiro com eles, eles são referências para os alunos, então não tínhamos como trabalhar primeiro com eles”.

Acompanhada pela professora Patrícia, a Aluna fez o primeiro círculo. “E foi aquele momento mágico, de empoderar as partes a falarem, contribuírem com seus relatos, histórias e aflorar os sentimentos e neste momento que são estreitados os vínculos de amizade e de afeto. A apresentação na Escola foi sensacional. E então foi feito um círculo de relacionamento com os professores onde eles puderam se abrir, conversar, se entregar, contar o motivo que os levou a escolher a docência. Foi um momento muito importante para nós. Porque também foi com os professores já que a ideia inicial era com os alunos. Por isso, a importância do diagnóstico”, destaca a Coordenadora.

Esta foi a primeira vez, que a extensionista trabalhou com adolescentes; “Eu sempre fui treinadora, sempre trabalhei com adultos, dou treinamentos específicos na minha área, mas agora também quero ser professora, sempre quis, e o Projeto aflorou ainda mais essa minha intenção”.

Como um dos princípios das práticas restaurativas é a horizontalidade, a Professora Patrícia contribuiu com seu relato. “Contei minha experiência, o quanto considero essencial o papel do educador, do nosso papel social, participei como um deles, e desta forma, evidenciou-se na intervenção. O momento foi muito rico, para a escola, e para o Projeto em si.”

A aceitação e o sucesso foram surpreendentes, tanto que Adriana foi convidada a participar da segunda edição, e agora aplicará a prática restaurativa em oito turmas e agora diretamente com os alunos. “O projeto é o mesmo, foram feitas algumas adequações, então para mim, esta edição ficou bem melhor que a primeira em termos de prática e conteúdo. E posso dizer que o ser humano sai despido de qualquer hierarquia para o ambiente corporativo, porque as pessoas conseguem se desconectar, as pessoas se respeitam. E acredito pelo o que vivenciei, e ainda acompanho, que em termos de trabalho em equipe, os ambientes mudam bruscamente”, avalia Adriana.

Embora a proposta do Projeto seja trabalhar diretamente com as escolas, os extensionistas perceberam a potência do Círculo de Construção de Paz, e manifestam a intenção em aplicar em outros ambientes. “Notei que a Cultura de Paz aplicada nas escolas, despertou nos estudantes a vontade de ir além, eles enxergaram as potencialidades do Círculo e querem levar para outros ambientes. E finalizou, lembrando a célebre frase de Mahatma Gandhi: “Não existe um caminho para a paz. A paz é o caminho”, comemora a Coordenadora.

Conheça o Projeto Cultura de Paz nas Escolas

O Projeto aplica a metodologia norteada pelas práticas restaurativas para que os gestores e professores lidem da melhor maneira com as situações de conflito nas escolas de ensino fundamental e médio. As práticas restaurativas estão cada vez mais em voga nos ambientes de aprendizagem para auxiliar na conscientização, prevenção, diminuição, combate de violência e conflitos como nos casos de bullyng. Embora seja uma medida nova no Brasil, na última década apresenta iniciativas diversificadas e coleciona resultados positivos. As aulas são 100% gratuitas e a distância pela UnisulVirtual. Mais informações no site.

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