As práticas de resistência compõe roda de debates no segundo dia do Sedisc

O segundo dia de atividades do IV Sedisc, 13/11, trouxe as práticas de resistência, onde os participantes discutiram sobre corpo e equivoco e mídia e memória.

Os debates aconteceram durante a III Mesa de temática Discurso, Corpo, Equívoco, com a presença da Maria Cristina Leandro Ferreira (PPGL-UFRGS) e Renato Ferracini (LUME e PPG Artes da Cena – Unicamp), pela coordenação de Nádia Neckel (Unisul). A professora Maria Cristina deu ênfase para o equívoco e a ambiguidade no processo sócio-histórico em que as palavras se formam, enquanto Renato trouxe a questão da resistência como forma de reinventar outro modo de existir.

Já os dois Simpósios, tiveram como temática: Discurso, Corpo e Equívoco e Discurso, Mídia e Memória. No primeiro foi debatido o corpo em sua inscrição na estética contemporânea. Participaram do Simpósio Renata Marcelle Lara, Maria de Fátima Pereira de Sena_Maria Célia, Luana Ferreira de Souza, Kátia Alexsandra dos Santos, Felipe Rodrigues Echevarria, Aracy Ernst Luciana. A coordenação foi de Dantielli Assumpção Garcia (UNIOESTE) e Luciene Jung de Campos (PPGTURH /UCS).

O segundo Simpósio reuniu pesquisas relacionadas aos discursos em circulação na mídia, que desempenham papel fundamental na constituição do sujeito e sociedade, com a participação de Raquel Noronha, Maria Inês Gonçalves Medeiros, Jefferson Gustavo, Jael Sânera Sigales, Elaine de Moraes Santose Cleiton de Souza. Na coordenação Silmara Dela Silva (PPEL-UFF) e rcília Cazarin (PPGLetras-UCPel).

Na parte da noite, o evento seguiu com a IV Mesa coordenada por Giovanna Flores (UNISUL) e composta pela analista de discurso Freda Indursky (PPGL-UFRGS) e o cientista político Luiz Felipe Miguel (UNB). Freda destacou em sua fala a grande mídia como conveniente do que considera relevante ou não para divulgar, ressaltando como os veículos de comunicação não oferecem espaço para as vozes com opiniões diferentes. Já Luiz falou sobre o jornalismo e sua agenda, dividindo o trabalho jornalístico entre quem o produz e quem o consome. Ele abordou, também, a checagem de fatos, apontando para como ela é feita e de qual maneira deveria ser analisada.  

Além disso, o IV SEDISC contou com o lançamento de cinco livros: O discurso antiafricano na Bahia do século XIX, de Fábio Ramos Barbosa Filho; Discurso, Sujeito e Relações de Trabalho na Contemporaneidade, de Luciana Nogueira; Língua e Direito – uma relação de nunca acabar, de Rossaly Beatriz Chioquetta Lorenset; Museus, arquivos e produção do conhecimento em (dis)curso de Maria Cleci Venturini e O olhar e a voz na clínica psicanalítica, de Djulia Justen e Maurício Eugênio Maliska.