Atividade física ajuda a combater o câncer de mama

Um dos principais fatores de risco para o câncer de mama é o sedentarismo e a obesidade. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), há evidências que sugerem que a realização de pelo menos 30 minutos de atividade física por dia já traz benefícios para a prevenção do câncer e para a saúde.

De acordo com Ana Cristina Mendes Huber, personal trainer e professora do Curso de Educação Física da Unisul, mulheres mais ativas têm menos chances de desenvolverem câncer de mama. “A obesidade está associada ao maior risco de desenvolvimento de câncer, então estar dentro do peso ideal é um fator de proteção”, afirma.

Dados de uma pesquisa realizada na USP, em parceria com as Universidades de Cambridge, Harvard e Queensland, revelaram que até 12% dos casos de câncer de mama no Brasil poderiam ter sido evitados com o aumento dos exercícios físicos semanais.

Alguns benefícios podem ser destacados em relação à atividade física:

  • Melhora o equilíbrio
  • Evita o atrofiamento dos músculos
  • Diminui o risco de doença cardíaca
  • Melhora o fluxo sanguíneo
  • Melhora a autoestima
  • Melhora o humor e o relacionamento social
  • Diminui o risco de desenvolver depressão
  • Diminui as náuseas
  • Ajuda a controlar o peso
  • Melhora a qualidade de vida

Qual exercício fazer?

Segundo a personal trainer, muitas vezes estes exercícios não precisam ser aqueles feitos na academia. Apenas o fato de estar em movimento, já auxilia no combate ao câncer. “É muito importante manter-se em atividade, ainda que não seja em academia. Buscar realizar pequenas caminhadas, subir as escadas, brincar com as crianças, entre outras atividades, já ajudam. Já o tipo de exercício depende do tipo de tratamento que a mulher está fazendo, ou de cirurgias prévias (retirada das mamas, dos linfonodos) ”, afirma.

Porém, é importante que o paciente tenha o acompanhamento de um profissional especializado, capaz de reconhecer os sinais e sintomas que não são esperados durante o treinamento. “Pressão arterial elevada, dor no peito, palpitações ou falta de ar, por exemplo, são alguns destes sintomas. Também é recomendado ainda um controle dos valores sanguíneos de plaquetas, hemoglobina, glicose e quantidade de neutrófilos”, finaliza Ana Cristina.

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