Jornalismo e Publicidade realizam Aula Magna especial de aniversário

Em comemoração aos 25 e 20 anos dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, respectivamente, nesta terça-feira, o professor doutor Juremir Machado da Silva ministrou a Aula Magna ‘Imaginário, Mídia e História’ no Auditório do Cetal, na Unisul de Tubarão. “Foi uma honra receber o professor Juremir na Unisul. Trata-se de um professor respeitado e renomado. Quando aceitou ministrar a Aula Magna especial comemorativa aos aniversários dos cursos, fiquei muito contente pela possibilidade de trazer ele até os alunos, para que eles escutassem a experiência dele”, ressalta o coordenador dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, professor Mário Abel Bressan Júnior.

O palestrante destacou o fazer jornalístico e o impacto do imaginário tanto na produção noticiosa quanto nos contextos sociais. Trouxe exemplos de imagens fortalecidas pelos meios de comunicação. Apontou alguns estudos que realizou sobre os jornais na época da abolição da escravatura. “Escrever livros é outra maneira de fazer jornalismo. Tenho uma concepção bem particular de história. Para mim, o historiador é um jornalista que cobre o passado, tudo é jornalismo. Tudo consiste em querer saber como as coisas são, querer contar essas coisas para os outros, tentando ser claro e explicando como elas acontecem”, afirma Juremir.

Segundo ele, sempre haverá oportunidade para jornalistas no mercado de trabalho porque sempre haverá alguém querendo esconder as informações, e a população precisa saber destas informações que são escondidas, neste momento entra o profissional. Ao apontar uma das pesquisas feitas para um de seus livros, o palestrante resgatou a data de 11 de maio de 1888, um domingo, dia da abolição da escravatura. Em cima do que foi noticiado na segunda-feira, dia 14 de maio de 1888, o jornalista explanou o que poderia ser manchete. “Seis senadores votaram contra a abolição. Quem eram eles? Como era a biografia deles? O que eles disseram? Por que votaram contra? Esta história é uma história de jornalista. Como se faz hoje. Por exemplo, quantos votaram a favor do Temer? Quem são? O que disseram? ”, afirma o ministrante.

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Juremir Machado da Silva nasceu em Santana do Livramento, RS, em 29 de janeiro de 1962. Possui graduação em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, graduação em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, mestrado em Sociologia da Cultura – Université Paris Descartes e doutorado em Sociologia da Cultura – Université Paris V René Descartes e atualmente é professor titular da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul onde coordenou, de 2003 a 2014, o Programa de Pós-Graduação em Comunicação.

Juremir Machado da Silva Foto: Nilton Santolin

Tem experiência na área de Sociologia, com ênfase em Sociologia da Cultura, sociologia da mídia e sociologia do imaginário, atuando principalmente nos seguintes temas: cultura, imaginário, mídia, comunicação, história e tecnologia. Juremir também é tradutor, romancista e cronista. Entre seus livros mais conhecidos estão:

– Anjos da perdição, futuro e presente na cultura brasileira;
– Getúlio;
– História regional da infâmia – o destino dos negros farrapos e outras iniquidades brasileiras, ou como se produzem os imaginários;
– 1930, águas da revolução;
– Vozes da Legalidade, política e imaginário na era do rádio;
– A sociedade midiocre: passagem ao hiperespetacular, o fim do direito autoral, do livro e da escrita;
– e Jango: a vida e a morte no exílio (como foram construídos, com ajuda da mídia, o imaginário favorável ao golpe e as narrativas sobre as suspeitas de assassinato do presidente deposto em 1964).

Na ocasião, a líder do Grupo de Pesquisas do Imaginário e Cotidiano, professora doutora, Heloisa Juncklaus Preis Moraes, lançou oficialmente o Dossiê ‘Imaginário e Cotidiano’ da Revista Memorare do Programa de Pós-graduação em Ciências da Linguagem da Unisul, compartilhando o endereço eletrônico do portal de periódicos. “É uma oportunidade que a Unisul está fazendo de retribuir, reorganizar, de estabelecer redes de um conhecimento. Esta paixão, especialmente minha, de tratar do imaginário enquanto teoria de pesquisa acadêmica, nasceu nas aulas, nas orientações e nos livros do professor Juremir”, destaca Heloisa.

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