Brasileiros não têm noção suficiente de economia, diz professor

No dia 13 de agosto comemora-se o Dia do Economista e João Antolino Monteiro, profissional da área e professor da Unisul, defende que falta implementar mais os conceitos econômicos para a população brasileira a começar pelas crianças. “A economia tem como objetivo administrar os recursos financeiros escassos e organizar o seu uso de acordo as limitações e necessidade. Os reflexos desse desconhecimento podem ser vistos nas altas taxas de endividamento registradas no Brasil”, destaca.

Uma pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgada em abril deste ano, mostra que no Brasil 62,4% das famílias estão endividadas. O principal motivo está na falta de instrução para utilizar cartões de crédito, cheques especiais e empréstimos pessoais que possuem altas taxas de juros para os inadimplentes. “Quanto mais organizada e planejada economicamente são as pessoas, mais organizada e planejada será a sociedade. Assim, jovens com bom conhecimento em economia tendem a ser adultos menos endividados”, avalia João.

Noções de economia para crianças

O economista João defende que o conhecimento da área é importante para que as crianças entendam o valor do dinheiro e saibam administrá-lo futuramente de acordo com suas vontades e necessidades. “O caminho para falar de economia com os mais jovens é mostrar que os recursos financeiros podem acabar, mas que as necessidades deles não. Inclusive, elas se modificam e por vezes aumentam”, acrescenta.

Estimular que as crianças auxiliem a administrar pequenas quantias de dinheiro para adquirirem o que desejam pode ser uma boa experiência no ensino da economia. Além disso, envolve-las em escolhas como no supermercado onde um mesmo valor de dinheiro pode comprar itens diferentes acaba desenvolvendo a noção de quantidade e de substituição. As crianças acabam por perceber que os valores limitados não permitem a compra de tudo o que se deseja.

Adultos inadimplentes

É bem provável que você conheça alguém que já foi ou que ainda está endividado. Nesse caso, João indica que é importante colocar na ponta do lápis a condição financeira para definir os próximos passos. “Primeiro, é preciso definir os objetivos, planejar, colocar no papel o que se quer da vida. Depois ter clareza de onde vem o dinheiro e para onde vai, o que chamamos de planejamento financeiro pessoal. Para por fim, planejar uma maneira de quitar as dívidas e evitar novas”, finaliza.

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