Dissertação revela que a cirurgia bariátrica pode afetar a saúde mental

Orientada pela professora doutora Fabiana Schuelter Trevisol, a psicóloga e mestranda do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde, Jurema de Andrade Bressan, defendeu nesta quarta-feira 13/12, o trabalho intitulado ‘Avaliação da Autoestima e Depressão após a Cirurgia Bariátrica’. Os participantes haviam feito a cirurgia bariátrica entre 12 a 24 meses antes da entrevista, e foram na maioria mulheres, jovens, casadas, com alta escolaridade e que além da obesidade, apresentavam outras comorbidades.

Comparando o período pré-operatório (9,9%) com o período pós-operatório (38,3%), Jurema mostrou que após o procedimento cirúrgico houve aumento dos sintomas depressivos. “Houve importante redução do peso, mas o procedimento por si só não é garantia de melhor autoestima, que se apresentou de forma moderada, segundo a Escala de Rosemberg que foi utilizada”, conta ela.

Para Jurema, muitos pacientes relatam dificuldade de se reconhecer no novo corpo, e reclamam da flacidez, do excesso de pele, e dificuldade em aceitar a nova rotina, com mudança importante nos hábitos de vida, influenciando suas relações interpessoais. Muitas das angústias e problemas emocionais que tinham na comida a busca pelo prazer, agora se relevam e ocasionam outros problemas. A pesquisadora identificou que houve relação entre o menor tempo de pós-operatório e maior frequência de sintomas depressivos, o que pode representar um período transitório. “É importante acompanhar estes pacientes por maior tempo, com maior tamanho amostral e com outros dados clínicos para que se avalie a saúde mental e a influência da restrição calórica e vitamínica nos transtornos depressivos”, completa Jurema.

A banca avaliadora foi composta pela orientadora, doutora Fabiana Schuelter Trevisol; pelo avaliador externo doutor Luciano Kurtz Jornada (Unesc) e pela avaliadora interna doutora Gislaine Tezza Rezin (Unisul). A dissertação defendida foi aprovada pela banca.

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