Comércio Exterior: diferencial competitivo em meio à crise

Com a globalização de serviços e bens de consumo, está sendo cada vez mais importante que as empresas tenham profissionais capacitados para lidar com os termos internacionais. Essa pessoa, que tem papel fundamental nas exportações e importações, é o formado em Comércio Exterior. O curso, novidade na Unisul, tem seu início já voltado para uma nova realidade econômica mundial, criada pela pandemia de Covid-19, em que esse profissional, que é tão versátil, será cada vez mais necessário.

O profissional pode atuar em diversas operações de comércio internacional, tanto para importação quanto para exportação de produtos e serviços. “O formado em Comércio Exterior pode traçar planos de exportação, analisar o mercado internacional, participar da promoção de produtos ou serviços em feiras e eventos, prestar orientação técnica aos visitantes ou participantes e realizar o desembaraço aduaneiro de acordo com a legislação vigente, entre outras funções”, explica o professor Marcelo Miguel, coordenador do curso de Comércio Exterior da Unisul.

O futuro na região

A profissão, que vem crescendo na região, aponta boas perspectivas para o futuro. Segundo dados do Programa de Internacionalização de Tubarão (PIET) de 2019, os municípios da Amurel apresentaram, no ano, 100 empresas exportadoras, sendo 30% dessas em Tubarão. Já Imbituba, liderou as exportações em 2019, com aumento de 48% em relação a 2018, seguidos por Grão Pará (35%), Laguna (28%) e Sangão (25%).

“É importante reforçar que o formado em Comércio Exterior tem grande participação também para a importação, tendo em vista que é o responsável pelas melhores negociações e estratégias de compras do exterior”, ressalta Marcelo.

Mudanças no perfil profissional

Segundo o coordenador, houve uma mudança no perfil dos profissionais que atuam no comércio exterior. Isso porque, antigamente, eles demonstravam um perfil exclusivamente operacional. Hoje em dia, eles atuam em todas as etapas de importação e exportação. “O profissional, ao desenvolver essas competências, acaba sendo reconhecido e valorizado. Com isso, começa a fazer parte de uma área estratégica das empresas, no quesito competitividade no comércio internacional”, pontua Marcelo.

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