Estudantes de Jornalismo analisam equívocos e deformação da eleição

Dez estudantes da sexta fase de Jornalismo, da Unidade Pedra Branca opinam, em artigos, sobre o comportamento dos meios de comunicação e das redes sociais, e apontam os problemas nas campanhas e até equívocos da própria justiça. Flávia Terres entende, por exemplo, que a TV Globo se utilizou, mais uma vez, das caras e bocas de seus entrevistadores, enquanto Caio Correa sugere uma reflexão do processo eleitoral levando-se em conta que a justiça proibiu 3,5 milhões de brasileiros de votarem por falta da biometria. Já para Ana Schoeller, uma das grandes barreiras da comunicação é a impaciência de ouvir e entender respostas ou perguntas. Victor Gaspodini, por outro lado, vê na decisão do juiz Sérgio Moro, de liberar o sigilo do depoimento de Palocci, a intenção de prejudicar candidato e campanha. “Finalmente, demos conta de que nem tudo que lemos é verdade”, salienta Tiago Damos. Na opinião de Matheus Faccin, é preciso mais independência aos eleitores na escolha dos seus candidatos e Gabriela Szebczuk emenda: “o papel do jornalista é informar com isenção ideológica”. Para o estudante Bruno Atanázio, a bipolarização desencadeou uma guerra nas redes sociais e, sob essa ótica, Larissa Speck observa que os extremos ganharam vida neste processo eleitoral. E para Paulo Henrique Freitas, predomina o pessimismo, sem perspectivas de os políticos mudarem a situação do País. Abaixo, as 10 opiniões dos futuros jornalistas, que devem se formar na Unisul em 2019.

A autoafirmação da mídia nas eleições

Por Ana Schoeller

O que temos visto no cenário midiático brasileiro nestas eleições nada mais é que uma grande disputa de ego, tanto de entrevistados quanto de entrevistadores. Há muita arguição simplória e às vezes tendenciosa, com perguntas que fogem à compreensão do eleitor. E tem sido comum ver entrevistadores esperando respostas que eles próprios gostariam de construir.

Uma das grandes barreiras da comunicação é a impaciência de ouvir e entender respostas ou perguntas. Ora, para haver uma comunicação aceitável é necessário comunicarmos bem, num processo em que a compreensão resulte da capacidade de ouvir e indagar, sem a tendenciosidade comum nestas eleições. O leitor, ouvinte e telespectador precisam entender de forma clara a informação, e os jornalistas não podem fazer prevalecer seus pensamentos, fragilizando o processo de democracia da informação.

Temos visto opiniões fortes, muitas vezes coesas, mas sem a verdadeira produção jornalística, faltando análises dos contextos. Para isso, é fundamental que o entrevistado seja protagonista da sua própria história e propostas. Toda resposta merece uma nova pergunta e isso estimula um debate e não um combate, como tem acontecido.

As redes sociais e a necessidade de termos uma opinião sempre sobre tudo nos tornaram pessoas compulsivas atrás de verdades inalcançáveis e de fenômenos que nada dizem respeito as eleições de 2018. A Nação necessita discutir aspectos das suas estruturas sociais e políticas, justamente para fortalecer a democracia. O analfabetismo político se torna cada vez mais exacerbado e os discursos prontos e bonitos parecem nos induzir ao convencimento.

É um ato de desespero de todos os lados. O medo que assola os brasileiros reflete não apenas na população em geral, mas na mídia que, aliás, alimenta esse temor. O medo que assolou a Alemanha após a segunda-guerra se repete nos embates eleitorais brasileiros
É preciso revermos nossas atitudes e procedimentos para cuidarmos melhor da democracia brasileira, que ainda não se afirmou e que está, infelizmente, vulnerável, em pleno século 21.

A primeira eleição presidencial 100% da internet

Por Bruno Atanazio

As eleições de 2018 para presidente, senador, deputados e governador são as primeiras totalmente da Internet, principalmente a escolha do novo inquilino do Palácio do Planalto. A eleição de 2016, para Prefeito e Vereador, também se utilizou bastante das redes sociais, mas neste ano é que vemos a maior mobilização via web da história.

Filtros dos candidatos em fotos de perfil, capa de Facebook, uso dos stories do Instagram, mensagens no Twitter, publicações sem fundamento sobre os candidatos, divulgação de fake news em grupos de WhatsApp e feed do Facebook e o discurso de ódio propagado pelas redes, tudo isso deve deixar uma marca bem acentuada nestas eleições.

A bipolarização de opiniões entre os que são a favor de tirar a esquerda e PT do poder e os que não querem ver Jair Bolsonaro emplacando no segundo turno, desencadeou uma guerra nas redes. Familiares e amigos se xingando, amizades (virtuais e verdadeiras) desfeitas e toda a violência psicológica – e até física – são consequências das discussões nas plataformas digitais.

Infelizmente, a maioria do povo brasileiro não está preparada para discutir política, nem no bar e nem nas redes, por causa da falta de educação que temos com o outro. Por isso existe o ditado comum: “No Brasil, não se pode discutir política, futebol e religião”; não precisa ser nessa ordem.

O ódio e a intolerância são tantos por metro quadrado que a melhor alternativa é sair um pouco das redes sociais – respirar – e prezar pelo voto secreto e consciente.

O efeito dominó

Por Caio Felipe Santos Correa

A cada dois anos vivemos o processo eleitoral, ou seja, um acontecimento muito presente em nossas vidas, para tomarmos decisões importantíssimas. Sempre que são definidos os candidatos, qualquer que seja o seu mandato, começam as notícias, as fake News, debates, entrevistas e uma séria de coisas ligadas ao momento. Às vezes o real foco das eleições é distorcido muito por causa de um candidato estar mais preocupado em queimar o outro do que apresentar propostas concretas e reais à população.

Acho que o grande número de candidatos torna uma eleição muito poluída, com muitos números, levando a população a desconhecer nomes e propostas, o que acaba desmotivando um processo tão valioso à democracia.

Num pais em que quase 3,5 milhões de pessoas não poderão votar por falta de cadastramento biométrico, é preciso refletir o modo como esse processo ocorre, as dificuldades que são enfrentadas pela população e a veracidade deste pleito como um todo.

Muitas dúvidas são levantadas, geralmente para atiçar uma parte da população e ser instalado o caos no cenário, provocando, sem dúvida, um efeito dominó, que atinge toda a sociedade.

Muito se fala e pouco se sabe

Por Flávia Thais Terres

Muito está sendo falado sobre as eleições 2018, seja através do modelo tradicional de comunicação (rádio, jornal e TV) ou das redes sociais. Todos possuem opinião referente aos candidatos, partidos e a propostas eleitorais.

Na mídia tradicional, a imparcialidade parece esquecida. A Rede Globo, ainda a maior do país, realizou recentes debates com os candidatos à presidência da república e, em seguida, fez uma conversa com cada um dos treze candidatos. Pôde-se perceber que os entrevistadores William Bonner e Renata Vasconcellos alimentaram todo instante repúdio ou discordância, interferindo demasiadamente nas respostas dos candidatos.

A Globo, com acentuado poder de influência no Brasil, pode ter se utilizado, mais uma vez, das caras e bocas dos seus entrevistadores. Mas, até quando o telespectador e o eleitor são influenciados?

Muito se comenta e pouco se entende de política. O eleitor, muitas vezes, constrói sua opinião sobre determinado candidato, com base no que está sendo comentado nas redes sociais através de vídeos, textos e montagens aleatórias, que acabam, quase sempre, revelando-se fake News. Mas, quais são as fontes dessas informações e opiniões? Falta buscar, estudar, e principalmente se questionar sobre aquilo que está sendo dito e mostrado como verdadeiro. Precisamos nos convencer e ficar temerosos com a proliferação das Fake News (notícias falsas) sobre as eleições.

O questionamento sobre o que está sendo dito como verdade absoluta a respeito de A ou B precisa ganhar respostas consistentes, para que tenhamos certeza do que estamos afirmando e, consequentemente, estimulando a consciência em torno das verdades político-eleitorais, de forma a permitir que os eleitores pensem bem antes de cair em conversas para boi dormir.

Cara ou coroa?

Por Gabriela Szenczuk

Uma moeda tem dois lados, conhecidos popularmente como cara e coroa. Mas, quando se compara o objeto às eleições 2018, cujos extremos são totalmente opostos e divergentes, é diferente. Tão preocupante quanto real, em um cenário eleitoral, marcado por diversos candidatos que dizem ter as melhores campanhas e propostas, não há dúvida de que existe um foco maior em alguns deles, e que a disputa é acirrada para provar que não há possibilidade de escolher a cara se você prefere a coroa, e vice-versa.

Extremos! Vivemos em um país cuja democracia ainda não aprendeu a conviver com opiniões diferentes. Não aceita que cada cidadão, por mais próximo ou ligado que seja à você, tenha suas particularidades, vivências e experiências. Se a sua opinião fere a minha, é errado. E o que é certo para mim tem que necessariamente contaminar a cabeça dos demais.

Nesse esparramo de atritos ideológicos, políticos, econômicos e sociais, a predominância das opiniões públicas no embate político-eleitoral é fato e não mais um tabu. Um dos principais meios de comunicação da atualidade, onde essa teoria é colocada à prova dos usuários e eleitores, são as redes sociais, consideradas formas mais práticas, democráticas e acessíveis para se tomar posição. Em seu Facebook, Instagram ou Twitter, você manifesta uma opinião e não se preocupa em ser agredido. Sim, independentes da posição política e em qualquer um dos lados, corremos o risco de ser agredidos moral, verbal ou fisicamente, por simplesmente pensar diferente.

Além das redes sociais, formas mais abertas e democráticas, há os veículos tradicionais de comunicação, uns com mais força, outros com menos. A diferença é que eles perdem a hegemonia para as plataformas invadidas por milhões de cidadãos, muitos do quais são os seus antigos leitores, telespectadores e ouvintes. A televisão e o rádio, plataformas pioneiras em comunicação e consideradas por muito tempo como verdades absolutas, eram marcados pelo fluxo de informação, mas sem retorno/feedback. Com as redes sociais, pode-se interagir, saber mais de uma versão sobre um assunto e, inclusive – mesmo que raro – mudar de posicionamento.

Se por um lado é bom para o exercício de cidadania, participação e democracia, por outro, pode ser ruim: as famosas Fake News. Conquistamos poder e credibilidade à medida que sabemos usar cada um deles. Poder, podemos dizer que a mídia hegemônica ainda tem, principalmente com a sua influência sobre telespectadores/leitores, que nem sempre têm opiniões formadas sobre um partido ou candidato. Mas a força já não é mais a mesma. Hoje em dia, as pessoas não esperam para chegar em casa e ligar a televisão em busca de informação. Elas querem “informação de pronta entrega” – rápida, fácil e prática. Por outro lado, sempre teremos os telespectadores fiéis que gostam do modelo jornalístico tradicional e que não aderiram à internet como uma fonte confiável.

Neste viés, a missão do jornalismo – ao menos em teoria – é informar com o máximo de precisão, credibilidade e isenção ideológica e política. Portanto, em meio aos veículos mais tradicionais, mais modernos e as consequências que ambos trazem à vida eleitoral, é imprescindível que cada um exerça o seu papel. O jornalista, com a função de informar o que o verdadeiro, precisa corresponder a essa veracidade. Da mesma forma, o cidadão, tem a obrigação de conhecer os ideais de cada partido/candidato para saber o que é melhor para a sociedade, pensando não apenas em si, mas na sociedade como um todo.

Afinal, mesmo que indiretamente, se o seu vizinho não está bem, mudanças de longo e curto prazo podem interferir na sua vida também.
Enquanto o egoísmo, o fanatismo e a vaga tentativa de derrubar o adversário prevalecerem, não seremos dignos de ter o melhor candidato para nos representar. E nem se sentir partícipe de uma democracia.

Atores e atores na comunicação política

Por Larissa Santos Speck

Na federação dos estados brasileiros, os extremos ganham vida. Vive-se hodiernamente em uma era onde opiniões políticas são prevalecidas pelo ego. Ou é certo ou errado! Assume-se um lado ou o outro e, por fim, ao invés de discussões saudáveis, ganha lastro a propagação do ódio e do falso moralismo. Com as eleições, que acontecem neste domingo, a política predomina nas pautas dos veículos de comunicação de massa, enquanto entre os eleitores há uma aparente acomodação.

A mídia, ainda conhecida como quarto poder, exerce fortes influências sobre as escolhas políticas. Atrás disso há outros fatores, principalmente relacionados aos aspectos sociais e culturais, que sopesam a capacidade da população de decidir sobre o melhor para a Nação.

Como se sabe, hoje existem diversos veículos de comunicação que exercem essa forte influência, como a Rede Globo e o jornal Estadão, por exemplo. As mídias sociais não passam despercebidas. Ao realizar uma entrevista sobre as eleições para um trabalho acadêmico do curso de jornalismo, percebi o quanto boa parte dos eleitores se mantém em uma linha singular e limitada. Alguns se informam apenas pela televisão, outros apenas pelo facebook (que inclusive é uma das principais redes sociais pelas quais o brasileiro toma conhecimento e expressa e comenta sua opinião política).

Sinto falta da polarização na busca de conhecimento por parte dos eleitores. E, ao mesmo tempo, é visível a tendenciosidade de veículos de comunicação ao informar sobre certos candidatos e, até mesmo, provocá-los em entrevistas sobre suas propostas. Há diferença entre instigar o candidato a uma pergunta curiosa ou polêmica, afim de observar a sua reação, e atacar na ânsia de já visar a uma determinada resposta. Aí é que reside a manipulação, contra a qual a sociedade precisa se precaver.

Acredito que outro ponto influenciador dos veículos de comunicação e das redes sociais no campo político é a disseminação de boatos que acabam gerando uma espécie de “ouvi falar que…”. A mídia social acaba influenciando na disseminação de falsas informações entre os eleitores, contribuindo a enganosas bolhas de certezas ou de dúvidas nas pessoas.

A mídia ainda utiliza muito do juízo de valor e cria um teatro com os fantoches, que são os candidatos. Há o vilão e o herói; o Deus e o diabo. E o problema é que, além disso, os papéis também se invertem: ora determinado candidato é vangloriado, ora descartado. A Própria mídia se contradiz e o eleitor pega para si o que ele acha que é válido. Nesse teatro com milhares de espectadores, talvez os fantoches sejamos nós.

Não reclame depois

Por Matheus Nunes Faccin

Em meio à insatisfação popular, com os partidos divorciados dos interesses da sociedade brasileira, muitos candidatos, obrigatoriamente filiados a legendas, aderem a movimentos independentes, estimulando o que se poderia denominar de democracia individual ou de grupo, largando as saladas ideológicas e as oligarquias das grandiosas máquinas partidárias.

Mas, o que precisaria realmente acontecer é a independência do eleitor na escolha de seus representantes, blindando-se, no que for possível, do bombardeio de informações em redes sociais e aplicativos, muito delas suspeitas e apelativas, tentando influenciar drasticamente o voto de muitos brasileiros. Portanto, quando alguém escolhe o seu voto, à força ou em troca de privilégios, está anulando a sua consciência ética e política na decisão. Logo, não terá o direito de reclamar do resultado depois.

Pleito do medo

Por Paulo Henrique Vieira de Campos Freitas

As eleições de 2018 estão atípicas. Com a obrigação de eleger 1.059 deputados estaduais, 513 deputados federais, 81 senadores, 27 governadores e um presidente da República, a população brasileira se apresenta, como nas corridas eleitorais anteriores, bem dividida, entre decepções e o medo do renascimento de políticas fascistas. Os eleitores focam, assim como os candidatos, mais nos ataques pessoais do que na divulgação de propostas de governo.

Com as pesquisas de intenção de voto dos institutos liberados pela Justiça Eleitoral, o cenário se desenha em poucos panoramas prováveis, com a perspectiva de se notarem apenas três opções dos treze candidatos ao mandato de presidente da República.
Já a maioria dos candidatos aos governos estaduais traça sua popularidade se aliando e apoiando presidenciáveis que se destacam. E quem pode julgá-los? Neste pleito, o contraponto está na presença de um candidato “populista” – Cabe aqui a menção aos já conhecidos – Getúlio Vargas, Fernando Collor de Melo e Luiz Inácio Lula da Silva – e de um governo rejeitado por mais de 75% da população desiludida com falsas promessas e assistencialismo barato.

No fim cabe apenas a reflexão sobre qual o candidato perfeito? Políticos não irão mudar nossa situação atual. Quem sabe uma política oxigenada seja a melhor resposta para isso.

Coragem é o caminho

Por Tiago Damos

Denúncias, desrespeito, ódio, repúdio, julgamentos, pré-julgamentos e mentiras. Este é o cenário – não só político – do nosso país. É a era da informação onde tudo o que nos chega em forma de conhecimento transborda e se perde no caminho. E quando nos chega, é atravessado. Vem de forma tendenciosa demais, entende?

Mas no fundo é bom enxergarmos isso. Acho que finalmente nos demos conta de que nem tudo o que lemos é verdade; nem tudo o que ouvimos é verdade, e que talvez nem tudo o que acreditamos também seja verdade. Isso porque estamos sofrendo grande influência desse turbilhão de informação que recebemos todos os dias ao ouvir rádio, ao ver TV, ao passar na rua e observar um outdoor com propaganda, ao ler um livro, e até mesmo ao simplesmente acordar. Informação demais cega, cuidado!

Mas é claro que isso não é uma tarefa fácil, pois no meio da nossa busca incessante por informação estão os veículos de comunicação e as redes sociais que travam batalhas diárias para informar. Ou devo dizer nos comprar? Ou quem sabe nos vender algo?
Isso fica muito mais claro em plena época de eleições, onde a disputa por território é ainda maior. Essa disputa não é só de candidatos políticos, ou de eleitores, mas também de instituições. Inclusive dessas com quem costumamos nos informar.

E se tudo o que nos chega é de certa forma sensacionalista, no que exatamente devemos confiar? Eu respondo. Devemos confiar apenas em nós mesmos! Em nosso conhecimento severo, em nosso bom senso, valores e no que queremos para o futuro. Na verdade, não só o nosso futuro, mas o de todos os que vêm depois, pois sabemos de onde viemos, aonde queremos chegar e o que queremos deixar.

Então, enquanto isso, a nós compete a necessidade da atenção redobrada e da coragem. Coragem não só para buscar, mas para ouvir, refletir e se posicionar.

Especulação perigosa

Por Victor Della Giustina Gaspodini

Desde a redemocratização, não se falava tanto em política entre os jovens como agora. A discussão nas redes sociais vem acompanhada de paixões e ódios, naturais da juventude. Claro que o melhor seria se os debates ocorressem com respeito, paciência e maior análise do todo, mas entre não discutir e discutir dessa forma, fico com a segunda opção.

Enquanto os embates discorrem na internet, é nos grandes canais de comunicação que a cobertura das eleições alcança maior audiência, com a divulgação das pesquisas de intenção de voto, entrevistas e o dia a dia de campanha de cada candidato. Já estamos às vésperas do domingo de votação e, por isso, a imprensa precisa ter cuidado em como divulgar certas informações, para não influenciar no resultado das urnas, tendo em vista que ela detém esse poder.

Não acho certo noticiar coisas que poderiam ter surgido anteriormente e que curiosamente aparecem durante o processo eleitoral. Nesses casos, como a quebra de sigilo da delação de Palocci pelo juiz Sérgio Moro, há a clara intenção de prejudicar candidatos e campanhas.

A delação em questão foi, inclusive, recusada pelo Ministério Público por falta de provas e data de alguns meses atrás, mas essas informações tão significativas ganham pouca relevância nas reportagens que abordam a quebra de sigilo.

A busca por audiência e a consequente espetacularização de alguns fatos têm pautado a imprensa ao invés do compromisso e da responsabilidade democrática imputada ao jornalismo pela sociedade.

Conheça o curso de Jornalismo
As unidades Tubarão e Pedra Branca oferecem o curso, contando com modernos laboratórios e profissionais capacitados. Além das atividades nas disciplinas, os alunos entram em contato com a prática por meio de projetos como jornais laboratórios, UnisulTV e a Agência de Comunicação. Mais informações e inscrições no site da Unisul.

COMPARTILHAR