‘Coraline e o Mundo Secreto’ recebe mil crianças na Unisul

A Cia de Teatro da Unisul realizou nesta terça, 10/10, e quarta-feira, 11/10, no Espaço Integrado de Artes (Bolha), a peça ‘Coraline e o mundo Secreto’. Baseada no livro homônimo do autor britânico Neil Gaiman, a peça livre para todas as idades foi apresentada gratuitamente para a comunidade.

Na história original, ‘Coraline’ é uma menina que descobre uma porta secreta escondida na parede de sua casa. Ao atravessá-la por curiosidade, dá de cara com um mundo paralelo em que há uma nova mãe, um novo pai e uma série de segredos que ela nem sequer imagina. Mas, logo depois, descobriu que tudo é uma armadilha e terá que contar com sua bravura para encarar a situação. Ilza Laporta, diretora da Cia de Teatro da Unisul, apontou que a peça traz traços diferentes da trama de Gaiman. “Nós tomamos a animação da Coraline como um ponto de partida, mas graças ao nosso adaptador, Ricardo Vendesen, captamos a essência da história nas falas e transmitimos aos atores”, reforça ela. Além das falas, o cenário também ganhou um ar moderno e a maquiagem dos personagens foi adaptada ao rosto de cada ator.

As mudanças não dependeram apenas do adaptador e da diretora. As sugestões de cenário, figurino e até de tema são dadas por todo o grupo. “Há uma seleção e escolha democrática. Todos argumentam, decidem juntos até chegarmos num denominador comum e começarmos a ensaiar”, revela Ilza.

Na opinião de Kamila Melo Mendonça, atriz que interpreta a vilã Bela Dama, essa união é tudo no teatro: “Se não tiver engajamento e união, não vai para frente. Todo mundo da Cia se preparou, se ajudou, por isso acho que a peça está incrível”, afirma Kamila. A atriz que interpreta Coraline, Milena Flor Tomé, ressalta que o espetáculo retrata várias mensagens, sendo a mais forte o questionamento da perfeição. “Podemos dizer que é uma armadilha e a sociedade erra em ditar tantos padrões. Por isso, devemos apreciar mais o que temos, amar as pessoas do jeitinho que são, porque a partir do momento que elas vão querendo ser perfeitas, deixam de ser elas mesmas”, declarou.

Os atores ensaiaram a voz, matizes (movimentos) e falas em diversos horários, incluindo dias de semana, domingos de manhã e em feriados, pelo período de seis meses. “Ser ator e diretor exige, principalmente, perseverança. Precisa ter amor pela arte porque ela transforma e nos leva a diversas reflexões, a passar por diversos personagens, diversas situações, perfis sociais, perfis psicológicos, uma série de coisas que nos faz sentar primeiro e estudar”, complementa Ilza.

Nos dois dias de apresentação, a Cia de Teatro recebeu aproximadamente mil crianças de 12 escolas da região.

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