De estudante pesquisador a doutorando da Fiocruz

Desde quando cursava Ciências Biológicas na Unisul, Thiago Nunes sempre participou ativamente de grupos de pesquisa, em especial o de imunoparasitologia. Essa forte ligação com projetos de iniciação científica o levou a alçar voos maiores e conquistar uma vaga em uma das mais prestigiadas fundações do país: a Fiocruz. Atualmente, ele está finalizando o doutorado no Instituto de Pesquisa René Rachou (Fiocruz – MG).

O incentivo à pesquisa que a Universidade ofereceu foi fundamental para despertar no egresso o interesse pela pesquisa. “É muito importante que os cursos tenham atrelados a suas políticas educacionais o incentivo à pesquisa. Com toda certeza foram essas políticas que me deram suporte e me levaram até onde estou hoje”, afirma.

Pesquisando sobre o impacto dos mosquitos

Segundo o biólogo, o estudo sobre a interação entre mosquitos vetores, bactérias e vírus – sua linha de pesquisa -, é fundamental para entender o perfil de sensibilidade a arbovírus (vírus que se transmite aos humanos através dos mosquitos, os quais se contagiam ao picar animais infectados). “A pesquisa pode contribuir também para o desenvolvimento de novas estratégias de controle de vetores/arboviroses e consequentemente a redução da transmissão de arbovírus”, explica.

O mais recente estudo que Thiago realizou, juntamente com a equipe de pesquisadores da Fiocruz, revela a relação entre a bactéria Wolbachia com a transmissão do arbovírus Mayaro. A pesquisa mostrou que os mosquitos Aedes aegypti que carregam a bactéria Wolbachia têm a capacidade reduzida de transmitir o arbovírus Mayaro. O artigo foi publicado na revista científica online Scientific Reports, que faz parte do grupo Nature.

A Fiocruz

A história da Fundação Oswaldo Cruz começou em 25 de maio de 1900, com a criação do Instituto Soroterápico Federal, na bucólica Fazenda de Manguinhos, Zona Norte do Rio de Janeiro. Inaugurada originalmente para fabricar soros e vacinas contra a peste bubônica, a instituição experimentou, desde então, uma intensa trajetória, que se confunde com o próprio desenvolvimento da saúde pública no país.

Pelas mãos do jovem bacteriologista Oswaldo Cruz, o Instituto foi responsável pela reforma sanitária que erradicou a epidemia de peste bubônica e a febre amarela da cidade. E logo ultrapassou os limites do Rio de Janeiro, com expedições científicas que desbravaram as lonjuras do país. O Instituto também foi peça chave para a criação do Departamento Nacional de Saúde Pública, em 1920.

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