Depressão infantil: o papel fundamental da escola

A depressão é um transtorno comum em todo o mundo: segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que mais de 300 milhões de pessoas sofram com ele. Dentro deste número estão também as crianças, que, cada vez mais, são acometidas pela doença. Ainda de acordo com um estudo da OMS, o transtorno depressivo é a principal causa de incapacidade de realização das tarefas do dia a dia entre jovens de 10 a 19 anos. A escola possui papel fundamental na vida dos pequenos, já que eles estão no ambiente escolar durante grande parte do seu dia. Então, qual é o papel da escola neste cenário?

A primeira etapa é entender que a depressão na infância é diferente na adulta. Na infância algumas características específicas podem ser confundidas com outros problemas. Segundo a psicóloga e professora da Unisul, Maria Paula Almeida, a principal mudança na criança é o comportamento. “A escola precisa estar atenta a esta mudança. Muitas vezes a criança é comunicativa e começa a se isolar, ou apresenta agressividade, diminuição no desempenho escolar, baixa socialização. Estes são alguns dos sintomas que podem ser indicativos de um quadro depressivo e essas crianças merecem uma atenção especial”, afirma.

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O que pode estar causando a depressão?

Segundo especialistas, a depressão não possui apenas uma causa, ela é o resultado de diversos acontecimentos. Porém, existem alguns fatores de risco que precisam de atenção redobrada, já que podem ser um gatilho para a depressão. “Fatores ambientais e biológicos, mudança na estrutura familiar, mudança de cidade, situações na escola com os amigos, como o bullying e baixo desempenho escolar podem ser alguns destes fatores”, esclarece a psicóloga.

Ajuda aos professores

Como as crianças ficam grande parte do tempo na escola, a instituição tem papel fundamental no diagnóstico precoce. E foi buscando auxiliar estes profissionais, que o Curso de Pedagogia da Unisul está promovendo um evento para abordar o assunto. A palestra acontece no dia 11 de outubro, a partir das 19h30min, no Auditório 211, do Bloco Pedagógico, Campus Tubarão.

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Como agir ao descobrir que a criança pode estar depressiva?

Como alguns sintomas apresentados na depressão infantil, como a agressividade, podem ser aversivos, é necessário que os profissionais tenham um olhar carinhoso com a criança. “É preciso entender isso como um sintoma de uma dor que ela está passando”, afirma Maria Paula. O acolhimento também é essencial, e o profissional pode chamar a criança para conversar, dando espaço para ela se abrir e desabafar. “Depois deste primeiro contato é necessário chamar os pais desta criança e dar o encaminhamento médico e psicológico adequado”, finaliza a psicóloga.

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