Deputado defende o combate à probreza para reduzir a violência

O Governo precisa investir em políticas públicas para reduzir a pobreza, enquanto o parlamento deve corresponder com ações ao seu papel de adequar as leis às novas realidades deste século. A afirmação é do vice-líder do Governo na Câmara Federal, deputado Luiz Armando Schroeder Reis, ao participar do ciclo de palestras organizado pelo Núcleo de Estudos, Sociedade e Cidadania, da Unisul, para discutir a participação do Parlamento na construção de um modelo mais avançado de segurança pública.

O encontro, que reuniu também o diretor-geral do Instituto de Perícia de Santa Catarina e outras autoridades, foi realizado na Unidade Pedra Branca.

Depois de salientar que os problemas de segurança pública só podem ganhar soluções rápidas se os três poderes se unirem com propostas viáveis e consistentes, o parlamentar, formado em Direito na Unisul, lamentou a ausência de políticas capazes de ascender as pessoas hoje em níveis de pobreza, que acabam contribuindo ao aumento da violência.

“Se pensarmos em escola, saúde e segurança, é fundamental que defendamos melhor acesso às escolas, à saúde, porque cidadãos melhor formados ajudam a fomentar o desenvolvimento social e econômico com qualidade de vida”, defendeu o deputado Armando Schroeder.

Em sua avaliação, os índices de assassinatos caíram em média para 11%, mas isso não significa a redução da violência, que aumenta com o agravamento da crise social.

“O governo tem de fazer valer as políticas públicas educação, saúde, segurança, infraestrutura e ciência e tecnologia. Deve aplicar as medidas provisórias para melhorar as condições de emprego, liberdade econômica, incentivar o investimento para gerar economia. Portanto, a partir do momento em que o executivo, legislativo e judiciário estão alinhados, o governo trabalha em conjunto com esses parâmetros para proporcionar as melhores condições para a sociedade”, destacou.

Para o Deputado, a universidade ultrapassa os muros ideológicos e proporciona o contato com as diversas realidades. “Aqui é o espaço para discussão, para formar opiniões porque esse período favorece o contato com todos os lados, seja pelos projetos e programas de estágios ou pelos intercâmbios que inserem os estudantes em condições diferentes das quais está acostumado e a partir dessa experiência e desse olhar, ele batalha para mudar o que está ao seu redor”.

O comportamento questionador característico dos universitários pode favorecer além da inserção na sociedade e fazer a diferença na vida de outras pessoas. “Muitas vezes uma pequena intervenção vai ter um sucesso na vida de uma pessoa e pode ser que essa ajude aquela a progredir na vida. Então eu acho importante que o universitário veja a sociedade na transformação, que se sinta um elemento para transformar uma sociedade mais justa e a justiça é também repartir a economia”, afirmou.