Dia do estudante: Universidade para todos

Neste sábado (11) é comemorado o dia do estudante. A Unisul hoje possui aproximadamente 25 mil estudantes, tanto na modalidade presencial quanto à distância. Cada um destes 25 mil são especiais e únicos na sua maneira. Neste dia 11 a história do Renato e da Taine representará a vida de muitos outros que buscam o sonho da graduação apesar das dificuldades da vida.

O mundo de possibilidades

O Renato é estudante de Design de Moda, tem 22 anos e é surdo. Com ele, sempre está a fiel intérprete Lu. Ela acompanha o estudante em todas as aulas da graduação e faz a tradução simultânea do que o professor está ensinando.

O jovem estudante, que é apaixonado por maquiagem, redes sociais, desenhos e moda, encontrou no curso de Design de Moda uma forma de colocar em prática todo o seu amor pela área. Apesar de se sentir muito bem na Universidade, Renato ainda conta das dificuldades do dia a dia. “Muitas vezes me sinto muito sozinho, já que preciso esperar a Lu chegar para poder conversar com alguém. As vezes vou para o Centro de Convivência e fico sozinho, mexendo no celular ou desenhando”, revela o estudante.

Renato conta que é ótimo poder estar na Universidade realizando o curso que tanto sonhou e que o fato de ser surdo não é um impedimento para ir atrás dos próprios sonhos.

Inclusão para o futuro

A Taine tem 21 anos e é estudante de Pedagogia. Ela conta que sempre teve uma intérprete em sala de aula durante a época de escola, mas que fazer uma graduação era um sonho. Ela está sempre acompanhada da intérprete Jacira.

Assim como Renato, Taine conta que a maior dificuldade é a comunicação com os outros colegas. Mas apesar de todas as barreiras, ela está aprendendo muito na Universidade e pretende utilizar seus conhecimentos para ajudar outras pessoas surdas. “Existe uma falta de professores que tenham conhecimento em Libras. Gosto e quero trabalhar com crianças surdas no futuro”, conta.

Programa de Acessibilidade

Tanto o Renato quanto a Taine só conseguem ter uma educação acessível por conta do Programa de Acessibilidade da Unisul. O programa tem o objetivo, além de incluir, trabalhar na permanência do estudante na universidade, utilizando recursos (pedagógicos, humanos e materiais) necessários.

Atualmente, 107 acadêmicos são atendidos pelo programa. Entre as deficiências estão: deficiência visual, cegueira, deficiência auditiva, surdez, deficiência física, deficiência intelectual, dislexia, discalculia, transtornos globais do desenvolvimento (asperger e autismo), transtorno de déficit de atenção com hiperatividade, transtorno de ansiedade, transtorno de humor, esquizofrenia, depressão e distúrbio de aprendizagem.

A equipe é composta por uma coordenação, uma psicopedagoga, um estagiário, seis professores intérpretes de Libras e três professores II, que atuam como suporte para o estudante em sala de aula.

Segundo a coordenadora do Programa de Acessibilidade do Campus Tubarão, Vera Neves, a convivência com a diferença é benéfica para todos os envolvidos. “O programa é de grande importância para a Universidade, além de cumprir uma exigência legal, permite a que a Universidade se torne de fato inclusiva”, finaliza.

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