Dia do Fisioterapeuta: profissional em constante reinvenção

O fisioterapeuta, essencial na reabilitação do paciente, oferece sempre uma técnica que faz toda a diferença no tratamento como é o caso da fisioterapia invasiva, que tem se destacado nos últimos anos e auxilia na prática clínica. Na Unisul, a fisioterapia invasiva tem sido estudada pelos métodos da eletrólise percutânea musculoesqueléticas e acupuntura. Ambas utilizam a agulha como forma de ajudar no tratamento de incômodos nos tendões e músculos do corpo, explica o professor Luiz Belmonte.

Os efeitos da fisioterapia integrativa passaram a ser estudados pelo professor Luiz a partir da pesquisa para o trabalho de conclusão de curso das acadêmicas Ecinele Souza e Leticia Hoff para o curso de Fisioterapia. “A pesquisa abordava algumas das técnicas da fisioterapia invasiva no tratamento da fascite plantar, a dor na planta do pé, através da aplicação de uma agulha de acupuntura no local e guiada pelo equipamento de ultrassonografia. No local da lesão com processo inflamatório é passada uma corrente galvânica de baixa intensidade. Estamos verificando a efetividade de duas intensidades de correntes para a melhora da dor e função do pé em pacientes que sofrem com este problema”.

Ainda de acordo com o professor, os acadêmicos e profissionais que utilizarem esta técnica, terão um diferencial no tratamento de problemas inflamatórios em tendões e fáscias – tecido conjuntivo que envolve músculos, grupos musculares, vasos sanguíneos e nervos.

“Os estudos aproximam as técnicas dos procedimentos aplicados em centros de referência na Europa e inserem tanto a Unisul quanto a Fisioterapia Catarinense na rota de inovação mundial que também recorrem aos recursos fisioterapêuticos efetivos e menos prejudiciais à saúde. E essa busca de inovação é o lema do curso de Fisioterapia aqui do Campus Grande Florianópolis na figura da coordenadora Luana Meneghini Belmonte, com seus incentivos às parcerias com as indústrias da área”.

Esta pesquisa é fruto de uma parceria iniciada em dezembro de 2018 entre o curso de Fisioterapia da Unidade Pedra Branca e a Clínica de Osteopatia Florianópolis com o doutor Wagner Haun, que além de disponibilizar os equipamentos, também realiza o estudo. Após a finalização desse projeto, orientado pelo professor e doutor Luiz, segue para estudo também em parceria, mas desta vez com o Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde (PPGCS), com o professor e doutor Daniel Martins, para maior aprofundamento da temática.

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