Dia do Soldado – 25 de agosto

Por: Carlos Roberto Daroz – professor do curso de História Militar da UnisulVirtual

O dia 25 de agosto marca o Dia do Soldado, data de nascimento do Marechal Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, Patrono do Exército. Em todo o Brasil, comemora-se a data que homenageia os profissionais responsáveis pela defesa da Pátria e pela garantia da lei e da ordem.  A trajetória profissional de Caxias confunde-se com a própria história do Império brasileiro. Ao longo de sua carreira militar, participou de importantes acontecimentos da história do Brasil, prestando grandes serviços ao governo imperial.

Ainda um jovem tenente, em 1823 teve seu batismo de fogo, quando sua unidade seguiu para combater na Bahia, por ocasião da Guerra de Independência. Lutou também na Província Cisplatina, em 1825, de onde retornou com diversas condecorações recebidas por bravura.

Após a abdicação de dom Pedro I, em 1831, o Brasil viveu um período de grande instabilidade, com a eclosão de várias rebeliões. Uma delas foi a Balaiada, ocorrida no Maranhão, de 1838 a 1841. Como coronel, foi nomeado presidente da província e controlou a revolta. Por sua atuação no conflito, recebeu o título de barão de Caxias, município maranhense onde a Balaiada foi finalmente subjugada.

Em 1842, promovido ao posto de brigadeiro, Caxias recebeu nova missão do imperador: debelar duas revoltas deflagradas pelo Partido Liberal em São Paulo e Minas Gerais, o que realizou com sucesso. Depois disso, seguiu para o Sul do país para combater a Revolução Farroupilha, iniciada em 1835. Foi nomeado presidente da província do Rio Grande do Sul e, em 1845, os revoltosos assinaram a paz. Com a vitória, Caxias foi aclamado “O Pacificador do Brasil”, além de receber o título de conde.

Caxias atuou também em conflitos externos. Comandou tropas em combates no Uruguai e na Argentina, em 1852, na Guerra contra Oribe e Rosas. Caxias recebeu então o título de marquês. Como marechal, na Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870), teve papel decisivo para a vitória contra as forças do Paraguai. Reorganizou e reequipou o Exército, liderou a contraofensiva e capturou a capital paraguaia, Asunción.  Doente, retirou-se para o Rio de Janeiro, passando o comando das tropas ao Conde D’Eu.  Por decisão do imperador D. Pedro II, foi-lhe concedido o titulo de Duque de Caxias.

Entre 1875 e 1878, foi pela terceira vez ministro da Guerra. Caxias faleceu no dia 7 de maio de 1880, após inestimáveis serviços prestados ao Império brasileiro.

Em 25 de agosto de 1923, a data de seu aniversário natalício passou a ser considerada como o Dia do Soldado do Exército Brasileiro, instituição que o forjou e de cujo seio emergiu como um dos maiores brasileiros de todos os tempos.

No dia 13 de março de 1962, o Duque de Caxias foi imortalizado como o Patrono do Exército Brasileiro. Atualmente, seus restos mortais repousam no Pantheon de Caxias, construído em frente ao Palácio Duque de Caxias, na cidade do Rio de Janeiro.

Hoje, a memória de Caxias permanece como uma inspiração e um patrimônio imaterial que une e motiva os soldados do Brasil.

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