Documentário relembra o maior acidente aéreo de Santa Catarina

O acidente do voo 303 da Transbrasil em abril de 1980, registrou 55 mortos e 3 sobreviventes. O diretor da Editora Unisul, o jornalista Laudelino José Sardá, foi um dos primeiros repórteres a chegar no local, na encosta do Morro da Virgínia, há 32 quilômetros do Aeroporto de Florianópolis. Uma dupla de alunos dos cursos de Jornalismo e Publicidade produziram um documentário com o professor Sardá sobre o acidente.

Os dois alunos estão na quarta fase dos seus cursos. Maria Gonçalves Carvalho é natural de Imaruí e cursa Jornalismo. Já, Leonardo Limas, natural de São José, faz Publicidade e Propaganda. O documentário foi produzido para duas Unidades de Aprendizagem. Produção de Conteúdo Audiovisual e Audiovisual Convergência e Resistência. “A tragédia com o Voo 303 da Transbrasil está enraizada na história de Florianópolis. É pouco conhecida pelas novas gerações e o acontecimento trouxe um forte abalo à população, além de um grande desafio aos jornalistas da década de 80”, contextualiza Maria.

De acordo com Leonardo, a intenção foi trazer para a atualidade um acontecimento que marcou muito a geração dos anos 80. “Entrevistamos o professor Sardá e a filha de um casal de vitimas fatais do acidente. O desastre com o Voo 303 da Transbrasil foi um dos maiores acidentes aéreos ocorridos no país em número de vitimas”, complementa o aluno.

A produção do Audiovisual motivou pesquisas que os levaram até o professor Sardá, doutor em Sociologia, e também a familiares de vítimas. “Produzimos um roteiro especificando quem seria entrevistado, as perguntas que seriam feitas, o local, os equipamentos que utilizaríamos, os tipos de enquadramentos e a iluminação que seriam utilizados para a gravação do documentário. Tivemos que tomar várias decisões, já nos preparando para a realidade do jornalista e do publicitário”, relata Maria.

O estúdio do curso de Cinema da Unidade Pedra Branca foi utilizado para as gravações e a narrativa foi orientada pelo professor Sardá. “O qual admiramos muito, mas também aprendemos muito pelo fato das entrevistas  que fizemos com familiares das vítimas, das pesquisas detalhadas em jornais e revistas da época e até mesmo na operação de equipamentos no dia da gravação”, agradece Limas. Além de Sardá, outra pessoa que mereceu os agradecimentos do aluno foi Ana Cristina Da Nova, filha do casal Antônio Carlos Da Nova e Lea Da Nova, mortos no acidente.

Em 1980, Ana Cristina tinha oito anos e relatou suas lembranças para o documentário. “Muito emocionada, ela também nos emprestou diversos jornais e revistas com as manchetes do acidente. Assim como nos disponibilizou em arquivos digitais os processos arquivados pelo Superior Tribunal Federal e Tribunal de Justiça de Santa Catarina”, relata Maria. “Ana também fez a gentileza de nos ofertar uma cópia do Relatório Final do acidente emitido pela Aeronáutica”, finaliza Leonardo.

Confira abaixo o documentário dos alunos. Saiba mais sobre o curso de Jornalismo ou navegue pelo site do curso de Publicidade e Propaganda.

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