É hora de dormir. E agora?

De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 40% dos brasileiros sofrem com insônia. O problema é recorrente para muitas pessoas e pode acarretar em sérios problemas de saúde, como o aumento de riscos de doenças como obesidade, colesterol alto e hipertensão. Existem diversos distúrbios do sono e a insônia é um deles. Para cada problema, há um tipo de tratamento, que deve ser analisado por um profissional adequado.

Para a professora do curso de Medicina da Unisul, a neurologista Aline Scarlatelli, algumas atitudes podem ser tomadas para melhorar a qualidade de sono, que são chamadas de “higiene do sono”. “Uma delas é ter uma rotina para acordar e dormir nos mesmos horários. Além disso, evitar praticar atividade física antes de dormir, e evitar o consumo de bebidas à base de cafeína, cola e guaraná”, esclarece.

O vilão tem nome: celular

Com o aumento do uso dos dispositivos eletrônicos, muitas pessoas acabam levando esses aparelhos para a cama. E isso pode estar prejudicando a qualidade do sono de muita gente. Como explica a neurologista, a exposição da luz do celular atrasa a liberação de melatonina, que é um hormônio liberado durante a escuridão. Outro fator é que o cérebro fica muito ativo quando utilizados o celular, o que acaba trazendo mais dificuldade para dormir.

A especialista recomenda que as pessoas evitem utilizar o celular no período que antecede a hora de dormir. “Seria bom usar o celular até duas horas antes de deitar. Outra sugestão é que a pessoa não tenha televisão no quarto, já que para dormirmos bem, é necessário um ambiente bem escuro e silencioso”, acrescenta.

Peça chave no desenvolvimento infantil

Quando as crianças chegam na adolescência, percebemos que alguns hábitos mudam, dentre eles o sono. Para os pequenos o sono assume um papel fundamental, que é o do desenvolvimento cerebral. Outro fator importante é que durante o período do sono ocorre a liberação de hormônios de crescimento. Ou seja, para se desenvolverem bem, a criança e o adolescente precisam ter um sono de qualidade.

Caso os pequenos não tenham uma boa qualidade no sono, diversos problemas podem aparecer. “As crianças que dormem menos que o necessário acabam ficando mais agitadas, mais agressivas e mais inquietas. Isso pode prejudicar nos estudos, no crescimento e até mesmo ser confundido com hiperatividade”, esclarece a neurologista e professora da Unisul.

Acadêmicos realizam ação

Estudantes de Medicina da Unisul realizaram diversas atividades durante a Semana do Sono 2019. O lema da campanha, que é nacional, foi: Dormir bem é envelhecer com saúde. Os acadêmicos fizeram ações comunitárias e orientaram a população sobre a importância de dormir bem para ter qualidade de vida.

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