Engenheira civil segue em carreira no exterior

Desde pequena Luisa Ramos Steiner admirava os projetos que seu pai desenvolvia, durante a fase do ensino médio todos os testes vocacionais a direcionavam à área de exatas. Não pensou duas vezes ao escolher a engenharia civil como a sua profissão e a Unisul, como a sua universidade.

A filha e neta de engenheiros, era o orgulho do avô que demonstrava a enorme satisfação em ver que a neta seguiria seus passos. “Meu avô teve empreiteira e construiu muitos dos prédios na Grande Florianópolis e inclusive a sede da Pedra Branca há muitos anos. Quando soube que eu iria fazer engenharia ficou muito orgulhoso. Ele teve Alzheimer e nessa época não se lembrava bem das coisas. Constantemente me perguntava o que eu fazia e respondia: engenharia civil… Ele ficava todo bobo”, relembra.

Quando chegou a época do vestibular foi aprovada para estudar em Joinville, no entanto problemas pessoais a trouxeram de volta para a capital do estado e assim que retornou, buscou por uma universidade em que pudesse continuar seus estudos até que conheceu a Unisul. “Eu tinha amigos que faziam Engenharia Civil na universidade. Depois de conversar com eles e de conhecer mais de perto, eu decidi que continuaria na Unisul pois tinha uma estrutura muito boa com laboratórios e professores excelentes que além de fazerem parte da academia, atuavam também no setor da Arquitetura, Engenharia e Construção”, conta Luisa.

Estudar na Unisul lhe abriu muitas portas, a agora engenheira, conta que pode realizar estágios durante o dia e frequentar as aulas a noite o que permitiu colocar em prática tudo o que aprendia. “Além disso, aprender coisas que só com a prática conseguimos. Durante praticamente todo o tempo que cursei Engenharia Civil eu fiz estágio não obrigatório na área e em diferentes setores: trabalhei no setor público e privado, em escritório e em obra”.

Aliado a tudo isso estava a possibilidade de fazer um intercâmbio, oferecido na Unisul, e então agarrou mais essa oportunidade mas desta vez, nos Estados Unidos. “Fui cursar Engenharia Civil na University of New Mexico e também de participar de um projeto de pesquisa em outra universidade, na Pennsylvania State University”.

A experiência nos Estados Unidos, deixou claro para Luisa, que o seu futuro seria distante do Brasil. Lá continuaria os seus estudos no mestrado. Voltou ao Brasil para graduar-se e trabalhou em uma empresa de engenharia até receber a carta de aceite da Politecnico di Milano, universidade onde cursa o mestrado atualmente em Building and Architectural Engineering. O curso foca em sustentabilidade e eficiência energética de edifícios.

“Temos matérias em estruturas, estruturas resistentes a sismos, projetos de fachada, modelagem energética, modelagem da informação da construção (BIM) com foco na colaboração durante processo construtivo e também na criação de fichas de manutenção eficientes para serem seguidas durante a vida útil da edificação, etc. Na Europa o sistema construtivo é um pouco diferente do Brasil, e temos feito projetos bem focados no conforto do usuário, então estudamos muito sobre como atingir esse conforto de maneira sustentável através da modelagem energética”, explica Luisa.

Para a engenheira, as dificuldades estão na maneira de aprender do italiano. “Tem sido um desafio muito grande, principalmente porque o ritmo de estudo deles aqui na Itália é muito particular, eu diria que bem pesado. Porém, tem sido um momento de muito aprendizado”, relata.

Além das disciplinas do mestrado, Luisa faz parte de um projeto de pesquisa europeu (BIM 4 EEB) que desenvolve um kit básico de ferramentas BIM para serem adotadas em renovação eficiente de edifícios. “Tudo isso tem sido muito intenso e ao mesmo tempo muito gratificante. Tenho planos de continuar aqui pela Europa por um tempo e aprofundar meu conhecimento cada vez mais, quem sabe fazendo um doutorado um pouco mais para a frente”, afirma.

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