Entre 2014 e 2017, 19,7% das meninas tomaram a vacina contra o HPV em Tubarão

Segundo um estudo realizado pelo Centro Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (CIIC), em 2018 foram diagnosticados aproximadamente 570 mil novos casos de câncer de colo de útero no mundo. A doença, causada por alguns tipos do vírus do HPV, pode ser evitada por meio de exames ginecológicos, preservativos e também pela vacinação. Uma pesquisa realizada pela estudante de Medicina da Unisul, Izabel Ávila, mostrou que a cobertura vacinal contra o HPV foi abaixo do esperado em Tubarão.

A vacina contra o HPV é distribuída gratuitamente pelo SUS e é considerada a medida mais eficaz de prevenção. Ela é indicada para meninas, de 9 a 14 anos, e meninos, de 11 a 14. Segundo os dados da pesquisa, que fez parte do Trabalho de Conclusão de Curso da estudante, entre os anos de 2014 e 2017, a cobertura vacinal entre meninas, em Tubarão, na faixa etária de 9 a 14 anos, foi de 19,7%.

A infecção pelo HPV é considerada uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), por isso é importante também realizar a prevenção, por meio da vacina, nos meninos. De acordo com o estudo realizado pela acadêmica, apenas 1,6% dos meninos, na faixa etária indicada, foram vacinados entre os anos de 2014 e 2017 em Tubarão.

Vacinação

A cobertura vacinal do HPV é realizada em duas doses (a segunda seis meses após a primeira). Em Tubarão, no período destacado na pesquisa, foi possível detectar uma alta taxa de abandono. Ou seja, quem tomou a primeira dose acabou não tomando a segunda. “Isso aponta que, apesar de termos uma vacina que pode prevenir um câncer, as pessoas não estão tendo a informação necessária sobre o tema. Vários meninos e meninas não estão protegidos contra futuras neoplasias ligadas ao HPV, em especial o câncer de colo de útero”, enfatiza Izabel.

Sintomas

A infecção pelo HPV, na maioria das pessoas, não apresenta sintomas. Em alguns casos, o vírus pode ficar latente por meses ou anos, sem manifestar nenhum sinal. Por isso é importante manter os exames ginecológicos (como o Papanicolau) em dia.

O Ministério da Saúde classifica as lesões em dois tipos:

  • Lesões clínicas: se apresentam como verrugas na região genital e no ânus. Podem ser únicas ou múltiplas, de tamanhos variáveis, achatadas ou papulosas (elevadas e solidas). Em geral, são assintomáticas, mas podem causar coceira no local. Essas verrugas, geralmente, são causadas por tipos de HPV não cancerígenos.
  • Lesões subclínicas (não visíveis ao olho nu): podem ser encontradas nos mesmos locais das lesões clínicas e não apresentam sinal/sintoma. As lesões subclinas podem ser causadas por tipos de HPV de baixo e de alto risco para desenvolver câncer.
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