Estágio obrigatório é canal entre o universo acadêmico e o empresarial, diz professora

A professora Rachel Faverzani Magnago, do curso de Engenharia Química do Campus Pedra Branca, acredita que o estágio obrigatório é um exercício da profissão, um treino prático de caráter técnico, social, cultural e de atitudes que permitem aplicar conhecimentos teóricos, através da vivência em situações reais.

O estágio tem como principal objetivo o aprimoramento técnico profissional dos alunos, principalmente num ambiente Universidade-estudante-empresa, pois proporciona ao aluno a aplicação técnica de seus conhecimentos teóricos durante o curso de graduação na Universidade.

“Os acadêmicos concordam que ter a oportunidade de aplicar os conhecimentos adquiridos na academia em um ambiente industrial é crucial para a formação e recomendam esta experiencia para todo futuro Engenheiro Químico”, ressalta a professora Rachel.

Ana Carolina de Aguiar e Igor Fagundes Valezan realizaram seu estágio obrigatório na Empresa Airela Industria Farmacêutica (Pedras Grandes-SC), no setor de controle de qualidade, na linha de sólidos efervescentes. Ana e Igor dizem que foi possível vivenciar o ambiente de “chão de fábrica” e entender as particularidades do funcionamento de uma indústria farmacêutica. Além disso, o estágio possibilitou uma interação direta com colaboradores e também a interdisciplinaridade de profissões e áreas de atuação do engenheiro, experiência que só pode ser vivenciada em decorrência do estágio obrigatório. 

Cristine de Preto realizou estágio na empresa Inbc Agro Industria de Fertilizantes (Palhoça-SC). Ela explica que auxiliou no desenvolvimento de um novo produto à base de enzimas para uso na agricultura que potencialize a ação de fertilizantes. E que a realização deste estágio foi uma experiência muito enriquecedora, pois nele foi demandado o uso de conhecimentos aprendidos ao longo do curso de Engenharia Química, tanto de natureza técnica quanto empreendedora, competências almejadas na formação de um engenheiro químico formado pela Unisul. Além disso, também foram requisitadas avaliação crítica e alguma criatividade durante o processo, habilidades necessárias a todo engenheiro.

“O desenvolvimento de novos produtos permite que as empresas continuem ou se tornem ainda mais competitivas no mercado. Com o avanço tecnológico, se uma empresa não desenvolve novas tecnologias, produtos ou ideias, torna-se ultrapassada e perde mercado para seus concorrentes. No século 20, o desenvolvimento do processo de fabricação de grandes quantidades de fertilizante tornou possível alimentar uma população mundial cada vez maior. Porém, na década de 1970, percebeu-se que, quando usado em excesso, os fertilizantes podem causar problemas ambientais, como a eutrofização de águas superficiais, o acumulo de nitratos em águas subterrâneas, entre outros. É cada vez maior o número de clientes que priorizam empresas e produtos que se preocupam com a sustentabilidade ambiental”, ressalta Cristine.

A acadêmica Júlia Goedert realizou estágio supervisionado obrigatório na empresa Starcolor Proteção e Decoração de Alumínio EIRELI (São José-SC), que faz anodização de alumínio. A acadêmica explica que anodização pode ser definida como a transformação da superfície do alumínio em uma camada uniforme de óxido de alumínio. A formação desta camada confere ao alumínio uma maior proteção contra corrosão, que além de proteger o alumínio, também modifica sua estética. A anodização é um processo cujos parâmetros químicos e eletroquímicos devem ser mantidos sob rigoroso controle de qualidade.

“Por esta razão, para obter efeito decorativo e de qualidade, o estágio ocorreu no laboratório da Starcolor através de atividades de controle de qualidade da produção e de produto acabado. Eu realizava as análises físico-químicas para manter o controle das concentrações dos produtos no pré-tratamento, no banho de anodização, quanto no banho de selagem da camada anódica. A selagem do produto final foi testada e verificada pelo método da ABNT NBR 12613 (2006). Considero que ao desenvolver estas atividades e obter aprendizado na realidade empresarial e organizacional, me permitiu aplicar conhecimentos alcançados no curso de Engenharia Química e adquirir experiência profissional, tanto no aspecto técnico como na vivência pessoal, enfatiza Júlia.

A acadêmica Bruna Lopes desenvolveu estágio obrigatório na análise de compatibilidade química entre borrachas de silicone, EPDM e FKM, na empresa Exatta bombas precisão e dosagem (Palhoça-SC). Ela afirma que o estágio proporcionou experiências fundamentais para a finalização da formação acadêmica. A empresa possibilitou a construção de um laboratório químico para realizar o estágio, colocando em prática os conhecimentos adquiridos durante as aulas práticas do curso. 

“Foi possível vivenciar a rotina em um ambiente industrial, demonstrando como resolver problemas diários e incentivando a sempre buscar conhecimentos para uma possível aplicação. O estágio me proporcionou o acompanhamento completo da fábrica, passando por um breve conhecimento de todos os setores, desde vendas, planejamentos e todo o processo produtivo da empresa. O estágio também me proporcionou visitas técnicas em outras indústrias do mesmo ramo de borracha e no ramo de tratamento de água, como a Casan, sendo possível aplicar os conhecimentos adquiridos ao longo do curso de engenharia química”, declara Bruna

Morgane Mensch realizou análise e avaliação de riscos envolvendo o armazenamento de produtos químicos perigosos que são utilizados no processo industrial da empresa INTELBRAS (São José-SC), a principal relevância está que o contato de alguns produtos que são incompatíveis pode ocasionar incêndio ou até explosão.

No laboratório de química (Laque-UNISUL) as alunas Amanda Schueng Lima e Vitoria de Godoy Saciloto desenvolveram produtos para cuidados com a saúde e beleza, como extração de óleos essenciais, produção de hidrolatos, óleos de massagem, creme corporal, shampoo e condicionador, utilizando matérias-primas natural, com baixa agressividade para o corpo.  Foram desenvolvidos dois planos de negócio, um para venda de produto (óleos essenciais, de massagem e hidrolatos) e outro para serviço (minicurso para produção de creme corporal, shampoo e condicionador).

“Considero que a realização do estágio obrigatório para o futuro Engenheiro Químico é suma importância, pois permite que o estudante aplique seus conhecimentos obtidos na graduação, desenvolva-se profissionalmente e que tenha uma formação completa. O estágio pode ser realizando em indústrias químicas, laboratórios, empresas de consultorias, meio acadêmico entre outros, isso possibilita o estudante ampliar sua visão de atuação profissional e de mercado de trabalho”, afirma Amanda.

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