Estudo avalia fatores associados e desfechos clínicos de doentes renais crônicos em hemodiálise

O estudo, realizado pela aluna Andreia Bialeski e orientado pela doutora Betine Moehlecke Iser, avaliou as características sociodemográficas e a evolução clínica de 120 pacientes renais crônicos em tratamento com hemodiálise em clínica da região Sul do Estado.

A média de idade dos pacientes estudados foi de 61,8 (DP± 13,9) anos, com predomínio do sexo masculino (59,2%) e nível de escolaridade primário (93%). As principais doenças de base para a doença renal crônica foram hipertensão arterial (80,2%) e diabetes mellitus (38,5%).

Segundo Andreia, os resultados mostraram uma taxa de sobrevida baixa, de 49% em um ano de tratamento, condizente com encaminhamento tardio para o tratamento substitutivo. “Ainda, em apenas 14% dos pacientes foi confeccionada fistula arteriovenosa no início do tratamento. A maioria dos pacientes em tratamento foi encaminhado pelo médico nefrologista, o que pode ter favorecido a realização do transplante, o qual ocorreu em 5,8% dos casos.  Por outro lado, pacientes que deram entrada pela UTI, unidade básica de saúde ou pronto-socorro tiveram maios risco de óbito, bem como pacientes com câncer e com níveis de cálcio antes do tratamento elevados”.

O estudo enfatiza a necessidade de aprimorar o cuidado do doente renal crônico, em tratamento conservador, com acompanhamento especializado, para que ocorra o encaminhamento precoce ao tratamento hemodialítico, quando esgotadas as medidas terapêuticas iniciais.

Além da orientadora, Profa. Betine, a banca foi composta pelos Professores Daisson José Trevisol (avaliador interno do PPGCS) e Luciana Rosa (avaliadora externa – ESUCRI).

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