Estudo sobre autismo recebe reconhecimento em congresso

A tese que investiga a atuação do princípio ativo berberina na aprendizagem e na memória em modelo experimental de autismo foi destaque no 39º Congresso de Pediatria do Brasil. A pesquisa foi reconhecida através de uma menção honrosa de melhor trabalho pontuado do estado de Santa Catarina. Para Fabiana Durante de Medeiros, doutora em Ciências da Saúde (PPGCS) pela Unisul e autora do trabalho, foi uma grata surpresa a premiação.

Fabiana é também professora do curso de Fisioterapia da Unisul e divide os méritos da pesquisa reconhecida com seus colegas Rafaela Souza Reis, Naiana da Rosa, Ana Olívia Martins Laurentino, Eduardo de Medeiros Peretti, Luiz Alberto Kanis e Jucélia Jeremias Fortunato. “A inscrição no evento aconteceu por meio da Rafaela, que é acadêmica de Medicina. Depois de enviar um resumo recebemos o parecer positivo para a apresentação oral, reservada apenas aos melhores trabalhos. No dia 29 de outubro, depois do evento, recebi a notícia da premiação”, lembra.

Diferencial

O trabalho pesquisa a berberina, que é um ativo muito utilizado na medicina tradicional chinesa. É um produto natural que, entre outros benefícios para a saúde, auxilia em problemas cardíacos e reduz a glicose no sangue. E é com o foco nos potenciais anti-inflamatórios e antioxidantes que a estratégia terapêutica da pesquisa atua.

A berberina foi utilizada como tratamento para mães ratas durante a gestação e amamentação. Os filhotes, depois de submetidos a testes comportamentais, apresentaram melhora na interação social e na memória de longa duração, revelando um potencial terapêutico do produto. “O Transtorno do Espectro Autista está aí e cada vez mais casos são diagnosticados, necessitando dar continuidade na pesquisa que é de extrema importância”, descreve Fabiana.

Futuro

A pesquisadora comenta que agora o objetivo é dar continuidade nos estudos sobre o tema que avalia o princípio da Berberina na questão da memória e da aprendizagem. “Essa tese é a parte inicial que observa de maneira pré-clínica os efeitos da berberina em animais, sendo estes positivos. Então, possivelmente, o princípio pode servir para humanos no caso do autismo. Nos Estados Unidos o produto já está no mercado, sendo utilizado para Alzheimer, diabetes e problemas cardiovasculares”, acrescenta.