Ética do empreender sob a visão do professor Jaci

O tema empreender com ética é um constitutivo do nosso ethos humano crítico-criativo. É próprio do ethos humano o princípio-esperança descrito por Ernst Bloch, o filósofo que desenvolveu, a contragosto do partido comunista alemão, o princípio de que o caos é fértil, de que a crítica ética humana não se fixa no negativo. Ao contrário, ela é apodítica, descobre e encaminha saídas solidárias.

Formado em teologia e filosofia, o professor Jaci, diz que o empreender estará linkado, assim, na coerência com o ethos do humano se conseguir responder ás perguntas da ciência da ética: para que e para quem? “O empreender ético é o que elege como propósito, missão e valores uma finalidade biocrática, como descrevia o pedagogo Paulo Freire. Um empreender biocrático é aquele que se deixa governar pelo valor inalienável da vida. Esse modo de empreender se desenrola num clima ético de sensibilidade com as manifestações da vida quer seja ecohumana, animal, vegetal e inclusive tem uma repercussão sideral cósmica”.

Talvez um grande problema atual do empreendedor seja se deixar cair nas armadilhas dos códigos deontológicos, que se intitulam códigos de ética. Cabe à ética do empreendedorismo perguntar a quem interessam as leis ali escritas. “Nesse sentido, não é nada fácil o empreender ético; mas difícil é o habitat do ethos humano” explica, Jaci.

No dia 31 de agosto, o professor Jaci participou iLAB Show 3 com o tema “Empreendedorismo e Ética”. Com professores Geraldo Campos e a professora Carolina Rubin, a produtora Anne Rafaela e Sérgio Murilo na bancada. “Todo empreender ético é criativo e alegre, sério, mas de seriedade sorridente como o clima do programa de rádio online animadíssimo com essa equipe”, elogia.

Reclamar ou empreender?

Devido ao clima ético de alegria e descontração, na segunda entrevista em 6 de setembro de 2017, Jaci levou o violão. O tema de conversa era “Reclamar ou empreender?”.

O professor cantou o refrão ‘O chão dá se a gente plantar; Se a gente não planta o chão não dá!’, da música intitulada Se a Gente Plantar de Jair Pires, dos anos 1960. “A música convocava a comunidade humana e cultural para uma democracia participativa, rompendo com toda postura de vitimismo cultivada pelos países ricos em países chamados do Terceiro Mundo, abaixo do equador, culturas de dependentes. Um contexto que perguntar-se: Reclamar ou empreender? Sim, reclamar e, ao mesmo tempo, ativar um empreender que promove, que cuida, que transforma as realidades”, finaliza.

 

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