Exposição apresenta sementes crioulas raras

Uma exposição realizada na tarde da última sexta-feira (15), na Unisul de Tubarão, apresentou sementes crioulas que, pelo modelo de desenvolvimento econômico adotado, tendem a perder sua raiz nativa, supervalorizando a produção transgênica.

Segundo o organizador da mostra João Monteiro, professor do curso de Processos Gerenciais, e coordenador do projeto de extensão de economia solidária e arranjos produtivos locais, o objetivo foi disseminar a importância enquanto resistem os pequenos agricultores às sementes híbridas. “A semente crioula permite que o agricultor possa plantar e produzir a sua própria semente, e dessa forma ficar independente”, explica.

As sementes carregam consigo, além de códigos de sabores e nutrientes, algumas guardam verdadeiros patrimônios genéticos e culturais. Estas sementes são como uma herança da sabedoria ancestral que pode ser contada desde o início da história da agricultura.

Há divisão também entre as sementes. Por um lado, as sementes crioulas carregam informações sobre cada clima, solo e manejo específico. Por outro, os monopólios do setor agrícola empurram as chamadas transgênicas, híbridas ou melhoradas. Ou seja, as sementes crioulas, que são parte da natureza, estão sendo ameaçadas pelas sementes manipuladas em laboratórios, dependentes de químicos que contaminam todas as formas de vida.

A exposição faz parte da programação do “Junho Verde”, uma série de palestras e oficinas para conscientização e mobilização para as questões ambientais.

Veja a programação completa no link: http://hoje.unisul.br/eventos/ .

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