Formação continuada contribui para novas práticas na docência

Exercer a docência é uma prática diária e constante porque um dos maiores desafios é reter a atenção do aluno, o que vai além de entrar na sala de aula e aplicar o conteúdo. Por isso, a busca por novas competências contribui para que os professores encontrem novas estratégias e metodologias para ampliar suas maneiras de atuação. Na Unisul, a professora Ana Regina de Aguiar Dutra, está sempre presente seja nos corredores ou atividades realizadas pela universidade, como por exemplo, no ProFoco – Programa de Formação Continuada.

Ana começou a lecionar na Unisul em 2000 e relembra que ministrava aulas aos sábados de manhã, por isso era necessário algo que deixasse aquelas aulas mais interessantes e envolventes para os alunos. A partir daí se deu início as palestras, ministradas por profissionais convidados pela universidade. Essas palestras e atividades influenciaram os professores a repensar algumas práticas rotineiras. “Lembro bem de um professor que falava muito sobre avaliação, aquilo me chamou muito atenção, ele dizia que avaliação, a prova por exemplo, ela não é um acerto de contas com o estudante, mas um momento também de aprender, então eu acabei adotando isso nas minhas aulas”, conta Ana Regina, que também começou a aplicar provas em dupla como estratégia para troca de conhecimento entre os alunos.

Reconhecer a parte humana de cada aluno e aplicar isso dentro de sala de aula foi algo que o ProFoco proporcionou à Ana Regina: “cada pessoa tem suas experiências, tem a sua história de trabalho, de mercado e tem aquele grupo que não tem essas histórias. Então eu preciso reconhecer que esses indivíduos tem as suas contribuições a dar para aquela aula, e isso eu trago para dentro do plano de ensino, tem que realmente se reconhecer toda essa vivência, essas práticas desses estudantes para poder contribuir com essa aula, ai sim ela se torna uma aula agradável’’.

A professora relembra cada momento de aprendizado e experiência que o programa lhe proporcionou, como por exemplo a questão de competência do professor universitário e as metodologias ativas: “é por meio das metodologias ativas que eu dou espaço para que o estudante seja o protagonista do seu aprendizado’’.

O ProFoco não só mudou a vida da professora Ana Regina, como também pode mudar a forma de outros professores enxergar esse universo que é a sala de aula: “o conhecimento é uma troca, por isso ambas as partes precisam estar confortáveis com a metodologia, o desenrolar do conteúdo, sobre a importância do programa na vida de outros docentes”.

Para finalizar a Professora alerta: “nós não estamos prontos, nunca estaremos prontos, há necessidade sim da gente estar sempre em permanente turbulência. Não podemos ficar na zona de conforto, há necessidade estudarmos. Cada turma que eu tenho é uma turma diferente, logo não posso usar o mesmo modelo do semestre anterior e o ProFoco dá essa possibilidade de a gente mudar as metodologias e até na questão de lidar com o estudante. De lidar com a dificuldade e assim por diante. Porque o estudante tem o seu tempo, cada um é diferente e a precisamos identificar e levar isso em conta”.

 

 

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