Homeopatia: tratando o indivíduo, não a doença

Criada em 1796, a homeopatia é uma ciência desenvolvida pelo médico alemão Samuel Hahnemann. Hoje, ela é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como medicina alternativa e complementar. Apesar de ser uma ciência que foi conservada pelos séculos, ainda há muita desconfiança sobre seus benefícios e eficácia.

Segundo a farmacêutica e professora da Unisul, Muriele Picoli Braga Poletti, há um grande equívoco ao analisar os princípios da homeopatia de forma convencional. “A homeopatia trata da energia vital, algo que a ciência atual não consegue medir ou avaliar. Assim, tentar comprovar quimicamente que a homeopatia não funciona é um erro, pois a atuação da homeopatia é física e funciona por meio de estímulos na energia vital, e não por princípios ativos” esclarece.

O semelhante cura o semelhante

A homeopatia é baseada em quatro pilares. O principal deles é a “lei do semelhante”, que afirma que “o semelhante cura o semelhante”. Assim, a substância que provoca algum sintoma num indivíduo sadio é a mesma que, em forma de medicamento homeopático, será utilizada para tratar este sintoma no indivíduo doente. De acordo com Muriele, a homeopatia pode ser utilizada para curar qualquer doença, como rinites, alergias, transtornos emocionais e casos recorrentes de infecções virais e bacterianas.

Todas as pessoas, inclusive crianças, idosos e gestantes podem tomar homeopatia. Porém, vale ressaltar que o tratamento homeopático deve ser prescrito e acompanhado por um profissional habilitado e após uma consulta detalhada. “A definição da melhor substância para tratar um caso específico segue um processo bastante detalhado de experimentação e avaliação”, explica.

Tratando o indivíduo

O tratamento homeopático visa reestabelecer o equilíbrio da energia vital, que é entendida como o que nos mantém vivos e atuantes. O desequilíbrio dessa energia seria o principal motivo pelo qual aparecem as doenças que atingem nosso corpo. “O objetivo de todo tratamento homeopático é tratar o indivíduo, e não a doença. Dessa forma, duas pessoas com o mesmo problema não serão necessariamente tratadas com o mesmo medicamento”, explica.

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