Inclusão de deficientes visuais ainda é um desafio

Embora muito já se tenha feito em prol das pessoas com necessidades especiais as cidades, as escolas, os cinemas, os prédios públicos, enfim, a sociedade brasileira ainda não está adequada para servir e incluir os deficientes visuais no seu dia a dia. Segundo o deficiente visual, José Manuel da Silva, as pessoas precisam entender as dificuldades e as necessidades que eles enfrentam. “ Nós gostaríamos de participar do dia a dia da comunidade. Hoje para atravessar uma sinaleira é difícil, pois os sinais não são preparados para quem tem a deficiência visual. Então hoje aqui neste seminário as pessoas estão podendo entender um pouco das nossas necessidades”, enfatizou José no ‘Seminário Cultura e Acessibilidade: requisitos para processos de inclusão’, que aconteceu nesta quinta-feira (22/3), no Auditório da Associação de Municípios da Região de Laguna (AMUREL).

No Brasil, existem mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, sendo 582 mil cegas e seis milhões com baixa visão, segundo dados da fundação com base no Censo 2010, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o professor de orientação de mobilidade da Associação Tubaronense para Integração ao Deficiente Visual (ATIDEV), Pedro Barbosa Fernandes, os prefeitos que passaram pela cidade de Tubarão já fizeram muito pelos deficientes. “Só que ainda temos muito o que fazer. No meu ponto de vista falta ser feito uma linha para que eles possam andar pelas ruas sem baterem nos carros ou até mesmo atravessar uma rua. As pessoas precisam entender que quem tem deficiência também têm vontade de descobrir e desbravar o mundo”.

A coordenadora institucional do Programa de Promoção de Acessibilidade (PPA) da Unisul, Salete Cecília de Souza, explica que a Unisul veio até ao seminário para falar daquilo que a Universidade tem bastante conhecimento, que é o eixo de acessibilidades que fundamentam qualquer instituição. “Hoje é um momento de extrema importância da cidade de Tubarão. Nos reunimos aqui para discutimos e refletirmos e conhecer um pouco deste assunto que é de extrema importância para sociedade”. Este movimento tem reforçado o compromisso da Unisul com a comunidade e a coloca entre as melhores universidades de Santa Catarina e do Brasil, de acordo com o MEC, completa ela.

O evento é realizado pelos Encantados Contadores de Histórias, Colegiado de Gestores de Cultura e Turismo da Amurel e Rede Leitura Inclusiva, com participação do Programa de Promoção de Acessibilidade da Unisul, Biblioteca Pública Municipal Cônego Itamar Luiz da Costa, Associação Tubaronense de Integração do Deficiente Visual e Fundação Dorina Nowill.

Assista a matéria da Unisul TV.

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