Infecções sexualmente transmissíveis ainda é um problema global

Mais de um milhão, em média, de novos casos de clamídia, gonorreia, tricomoníase e sífilis são registrados por dia. O dado é de um estudo realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado no mês de junho. Em 2016 foram registrados 376,4 milhões de novos casos dessas quatro infecções sexualmente transmissíveis (IST) entre homens e mulheres, com idade entre 15 a 49 anos. Para a OMS, esses índices apontam que as IST ainda são um problema endêmico global.

A principal forma de prevenção continua sendo por meio do uso do preservativo. “Como o risco se dá pelo contato, a camisinha é o método mais eficaz de prevenção. Hoje em dia há vários tipos de relacionamentos e relações, então há um maior risco de transmissão de IST. Por isso é muito importante o uso do preservativo”, reforça a professora da Unisul, a enfermeira Helena Caetano Gonçalves e Silva.

Alguma vez os índices já foram baixos?

Segundo a professora, é importante lembrar que as IST nunca atingiram um patamar de controle e de normalidade. “O que percebemos é um aumento em alguns grupos específicos, como idosos, por exemplo, que não tinham uma atividade sexual ativa há alguns anos. Porém, o grupo com maior risco ainda compreende os jovens entre 19 e 39 anos, que tem mais atividade sexual”, esclarece.

Ainda segundo os dados da OMS, os casos se dividem em:

  • Clamídia: 127,2 milhões casos;
  • Gonorreia: 86,9 milhões de casos;
  • Tricomoníase: 156,0 milhões de casos;
  • Sífilis: 6,3 milhões de casos.

Mudança de nome de DST (Doença) para IST (Infecção)

Segundo o Ministério da Saúde, o termo Infecções Sexualmente Transmissíveis passou a ser utilizado porque destaca a possibilidade de uma pessoa ter e transmitir uma infecção, mesmo sem apresentar sinais e sintomas. “A doença tem manifestação clínica e fica mais fácil de identificar. Já as infecções podem ser subclínicas. Ou seja, a pessoa pode ter a infecção e não apresentar nenhum sintoma”, explica Helena.

Por isso é importante que a pessoa procure os profissionais adequados ao perceber algum problema. “Temos testes rápidos que identificam algumas doenças. É importante que a pessoa procure, pelo menos uma vez ao ano, alguma triagem. Se teve uma relação sem proteção, que faça uma avaliação e procure por profissionais”, finaliza a enfermeira.

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