Intercursos: aluna de Psicologia é campeã no videogame

O mundo dos videogames historicamente sempre foi voltado para o público masculino. Mas essa realidade vem mudando e elas estão ganhando cada vez mais espaço. De acordo com a Pesquisa Game Brasil, 75,5% dos brasileiros jogam games eletrônicos. Desta porcentagem, 58,9% pertence ao gênero feminino. E elas vieram para mostrar que estão com tudo. Nos Jogos Intercursos, promovido pelo DCE da Unisul de Tubarão, o primeiro lugar na modalidade de videogame foi para a estudante Letícia Garcia de Pieri.

Única mulher entre oito competidores, Letícia, que é acadêmica do curso de Psicologia da Unisul, conta que joga desde os cinco anos de idade. O game disputado durante o Intercursos foi o FIFA, que é de futebol. Ao todo foram três vitórias (4×0, 2×1, 3×0) e um empate (2×2). “Meu objetivo era me divertir e no fim acabei levando o ouro, foi bem emocionante e muito legal. Espero poder competir ano que vem novamente”, comenta a jovem.

Representatividade

Letícia conta que tentou jogar no Intercursos do ano passado na modalidade do videogame. Porém, no regulamento constava uma separação por gênero, e como ela foi a única mulher inscrita, acabou não podendo participar. Porém, neste ano, após o esforço dos colegas para que ocorresse a mudança, a competição se tornou mista.

“Quando perguntaram quem seria ‘o’ representante de Psicologia no videogame e eu levantei a mão, não teve uma pessoa que não ficou surpresa. Vi que não acreditaram no meu potencial também. Espero que, após verem que teve uma menina na modalidade outras jogadoras se sintam mais à vontade e participem”, deseja.

A maior dificuldade para Letícia foi jogar na frente de outras pessoas. Ela conta que sempre joga online e usa um apelido (conhecido nas redes como ‘nick’). Muitas vezes ela utiliza um nick masculino para evitar alguma represália por parte dos outros jogadores. “Às vezes, após uma hora jogando, a caixa de mensagem do jogo fica cheia de ofensas machistas, o que faz as mulheres se distanciarem, pararem de jogar ou se esconderem atrás de Nicks masculinos”, lamenta.

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