Laboratório da Unisul realiza necropsia em Sagui encontrado morto

Um morador de Oficinas, em Tubarão, encontrou um macaco da espécie Sagui morto perto da sua casa. O animal foi recolhido pela Unidade de Vigilância Epidemiológica e encaminhado imediatamente ao Hospital Veterinário da Unisul para investigação do óbito.

De acordo com a bióloga da Gerência Regional de Saúde de Tubarão, Sabrina Fernandes Cardoso, a orientação do Ministério da Saúde é que todo caso de epizootia em território nacional seja investigado em decorrência da incidência de casos de febre amarela no país.

Quem recebeu o Sagui no hospital veterinário da Unisul foi a médica veterinária Luísa Lemos. Ela explica que o laboratório de Patologia Animal da Unisul colabora com a Vigilância Epidemiológica do Estado no trabalho de monitoramento de primatas não humanos. Quando o animal é encontrado em ambiente urbano é levado para o Hospital Veterinário da Unisul, onde é realizada a necropsia e retirada das vísceras, após isso o resultado é encaminhado para o Instituto Carlos Chagas – Fiocruz (Paraná) local em que é realizada a análise e o lauto. Já os animais encontrados em meio rural ou silvestre são mantidos no local para a realização da investigação da morte.  

“Eu faço a necropsia para investigação da causa da morte e faço o relatório da análise que fica arquivado no Laboratório. O animal que foi necropsiado na sexta feira, 1/11, apresentou lesões características de eletroplessão (choque elétrico). De 2017 até hoje foram realizadas 22 necropsias de primatas não humanoides no setor de Patologia da Unisul. Nenhum foi positivo para febre amarela”, conta Luísa.

Segundo a bióloga Sabrina, independentemente das suspeitas ou evidências da causa morte do Sagui sempre é feita uma necropsia para descartar a possibilidade de ter a febre amarela, pois o animal pode estar com os sentidos alterados por conta de alguma doença e se deixar sofrer o choque elétrico.

“Em relação a vacinação, Santa Catarina é uma área com recomendação de vacina. Todas as pessoas devem ser vacinadas, não apenas as que estão em um raio de 300 metros de onde foi achado o animal. Mesmo assim, sempre é realizada uma busca ativa dos não vacinados quando ocorre um caso como esses”, explica Sabrina.

Vacina da Febre Amarela

A Febre Amarela é uma doença causada por um vírus que é transmitido por meio da picada do mosquito infectado. A forma de prevenção é a imunização feita através da vacinação, disponível nas Unidade de Saúde do Estado. Pessoas com idade entre 9 meses e 60 anos devem tomar a vacina. Não devem ser vacinadas as crianças menores de 9 meses, gestantes, mulheres amamentando crianças de até 6 meses, pacientes em tratamento de quimioterapia, radioterapia ou com corticoides, em doses elevadas.

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