Mais de 2 mil estudantes movimentam a XII Semana dos Povos Indígenas

Há 11 anos a Unisul mobiliza, gratuitamente, crianças e jovens de diferentes instituições de ensino com atividades educativas, palestras e oficinas lúdico-pedagógicas durante a Semana dos Povos Indígenas. Promovida pelo Grupo de Pesquisa em Educação Patrimonial e Arqueologia (Grupep) este evento tem a finalidade de sensibilizar a comunidade regional para a temática do patrimônio cultural, com enfoque na arqueologia e pré-história catarinense.

Com o objetivo de socializar e difundir a temática acerca do patrimônio arqueológico da região, esta edição aborda a temática ‘Cultura em Movimento’ através de atividades educativas como exposição, contação de histórias e oficinas, movimento realizado nestes dias 24, 25 e 26 de abril, no Centro de Pós-graduação da Unisul. Esta edição do evento conta ainda com a colaboração de instituições atuantes na região, dentre elas o SESC – Tubarão, Museu Ferroviário, Encantados Contadores de Histórias, Espaço Iandé – Saúde, Arte e Gastronomia; e os cursos de licenciaturas da universidade: História, Geografia e Pedagogia.

A arqueóloga coordenadora do evento, Bruna Cataneo Zamparetti, destaca que cerca de 2 mil estudantes movimentaram a XII Semana dos Povos Indígenas. Segundo ela, o Grupep realiza este evento para difundir o conhecimento acerca do patrimônio arqueológico para as comunidades escolares, público participante. “Este movimento é para que eles possam conhecer este patrimônio arqueológico da região, do histórico indígena de ocupação, dessa diversidade dos grupos indígenas que viviam e que ainda vivem aqui, mostrando um pouco de como era esta diversidade e que ela ainda existe hoje em manifestações culturais indígenas”, destaca Bruna.

Terezinha Padilha de Souza, professora de história do Imaculado Coração de Maria, escola localizada no Município de Pedras Grandes, enfatiza que todos os anos traz os alunos para que conheçam a história fora da sala de aula. “O conhecimento não se dá só na sala de aula, e esse evento permite que os alunos vivenciem a história”, destaca Terezinha. Com o mesmo pensamento, Aline Martins, professora da Escola de Educação Básica Hercílio Bez, do município de Gravatal, reforça que o currículo escolar pede este tipo de trabalho, incluindo a interdisciplinaridade, com valorização da cultura e patrimônios materiais e imateriais. “O sul de Santa Catarina é muito rico nisso, por já conhecer o trabalho do Grupep, ´por perceber este trabalho tão legal, trazemos os alunos quando temos a oportunidade”, frisa ela.

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Dentre as atividades educativas, palestras e oficinas lúdico-pedagógicas realizadas durante a Semana dos Povos Indígenas, destaca-se:
  • Arte Rupestre Brasileira, oficina que permitiu ao estudante entrar em contato com a diversidade de manifestações simbólicas dos grupos indígenas habitantes do território brasileiro, com enfoque nas manifestações rupestres em Santa Catarina.
  • Mão na Massa, oficina que permitiu ao estudante conhecer os grupos ceramistas que habitaram o território catarinense. Através do preparo da massa e da produção de uma vasilha cerâmica, o estudante aprende sobre as técnicas de produção cerâmica destes grupos.
  • Escavação Arqueológica Simulada, oficina que aproximou o estudante das técnicas de escavação e registro de um sítio arqueológico. Esta aproximação é feita através da escavação, pelos estudantes, de um sítio arqueológico simulado.
  • Projeto Sambaqui Interativo, oficina que permitiu aos estudantes interagirem com o protótipo de um aplicativo de simulação eletrônica (jogo estilo RPG) em desenvolvimento, representando a paisagem e a vida sambaquieira, que ocorreu de sete a dois mil anos antes do presente.
  • Filtro dos Sonhos, oficina onde o estudante aprendeu sobre o artefato indígena nativo americano e produziu um filtro dos sonhos.
  • Contação de Histórias e Espaço Infantil, contação de histórias, através de fantoches e lendas indígenas, aliada a um espaço com jogos e atividades sobre a temática do evento.
  • Coletores urbanos (PANC’S como resgate da sabedoria Ancestral de identificação e coleta), oficina que resgata saberes alimentares milenares que trazem uma experiência mais saudável e sustentável. A proposta da oficina foi identificar, coletar e mapear alimentos não convencionais e medicinais no local do evento, incentivando o resgate e consumo desses alimentos.
  • Oficina de Brincadeiras Indígenas, oficina que apontou quais as brincadeiras atuais têm sua origem e ainda compõem o universo infantil indígena.

Mostrando a cultura, os contos e a mitologia indígena para as crianças, Silvana Silva de Souza, representando o Museu Ferroviário de Tubarão e o Grupo Encantados Contadores de Histórias, realizou duas sessões de contações de histórias durante o evento. “Estamos muito acostumados a ver o mundo do nosso jeito, e os índios tem uma outra maneira de se relacionar com a natureza, então trouxemos este outro olhar, essa outra maneira de ver o mundo, para que as crianças também entendam esta outra maneira de ver as coisas”, conclui Silvana.

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