Mauri aponta caminhos para a reinvenção da Universidade

O retorno gradativo às atividades presenciais tem dois significados importantíssimos: a Unisul alcançou um ótimo desempenho na prevenção e combate ao Covid-19 e conseguiu, ao longo da quarentena, manter os alunos em atividades de aprendizagem, salientou o reitor Mauri Luiz Heerdt, ao destacar que Santa Catarina está abaixo da média de infecções justamente por ser “um Estado disciplinado”.

– É oportuno observar que o comportamento da Universidade, neste período crítico e extremamente preocupante para o mundo inteiro, reflete o seu nível de qualidade acadêmica e de gestão. Mantivemos aulas online sem comprometer a saúde dos docentes, funcionários e alunos, e o índice de satisfação sustenta a capacidade da universidade de se reinventar no momento em que fomos surpreendidos pela pandemia.

O professor Mauri Heerdt reitera a importância de docentes, funcionários e alunos manterem os critérios da prevenção, “de forma que a retomada das aulas práticas não comprometa o que mais preservamos, a saúde de todos nós”.

O reitor elogiou o desempenho do corpo docente, de se estimular para a manutenção das aulas mesmo à distância, e fez uma projeção à tendência da educação após a pandemia.

– Não há dúvida de que a autoaprendizagem passa a integrar o desafio do estudante em escada bem maior. Ficar apenas ouvindo o professor em sala de aula será uma forma anacrônica. O professor, com certeza, é peça fundamentação à orientação do estudante. Basta dizer que na pós-graduação a pesquisa é atividade imprescindível que, sob a regência do docente, leva o aluno a desenvolver estudos por ele mesmo pautados para a formatação da dissertação ou tese, ou um TCC de especialização. E nesse processo de redescoberta, em todos os níveis profissionais, com certeza a universidade precisa se reinventar, na busca de novos caminhos que possibilitem o avanço no desenvolvimento do processo de aprendizagem.
Na sua opinião, é difícil uma profissão que não tenha sido cutucada pela pandemia no sentido de ser repensada.

“Vivíamos ainda impactados pelo avanço da tecnologia da informação. Imagine que nos aceleramos em nível de ansiedade e busca de novos conhecimentos. Agora, sofremos o impacto de uma desaceleração presencial, em que descobrimos outras facilidades que nos levam a crescer imunes à burocracia organizacional. Podemos trabalhar sem prevalecer o ambiente como sustentação das atividades. A cabeça de cada um, a tenacidade individual ou de grupo e o compromisso com a qualidade e resultados vão estar nos guiando para o futuro promissor”.

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