Mediação de conflitos é aplicada nos ambientes de aprendizagem

A justiça restaurativa é uma técnica de solução de conflitos que prima pela criatividade e sensibilidade na escuta das vítimas e dos ofensores. A Unisul atua e contribui com a disseminação das novas práticas, como por exemplo, com o curso de Sistema de Justiça: conciliação, mediação e justiça restaurativa mediação de conflitos e com o Núcleo de Estudos Sociedade, Segurança e Cidadania (Nesc).

Além das causas que envolvem o terceiro poder judiciário, esta prática ganha cada vez mais espaço nos ambientes de aprendizagem para auxiliar na prevenção e diminuição de conflitos. Esta medida já apresenta iniciativas diversificadas e coleciona resultados positivos em apenas dez anos de funcionamento no Brasil.

No Programa de Formação Continuada da Unisul (ProFoco) foi uma das abordagens da oficina realizada pela professora Patrícia Santos Costa, que além de apresentar da justiça restaurativa, ressaltou a importância da cultura da paz e da movimentação em torno da agenda da Organização das Nações Unidas (ONU) 2020-2030. “O Brasil firmou protocolos para disseminar a cultura da paz e aí isso tudo em a ver com a justiça restaurativa, com o curso na academia judicial que fiz ano passado e então, preparei uma oficina para os professores de transformação de conflitos. Foi uma oficina para mostrar o que é o conflito. Para fazer uma dinâmica, foi muito mais prática. Fizemos uma dinâmica de transformação de conflito, de sensibilidade. Então preparei uma parte teórica de 10 a 15 minutos. Participaram mais de 40 professores de diversas áreas da Unisul e aí fiz um convite à justiça restaurativa para nos conhecermos e sabermos como lidar como mediadores”, contou Patrícia.

Nos ambientes de aprendizagem, a justiça restaurativa mostra-se como uma possibilidade de resolução ou de transformação de conflitos por meio de dinâmicas que são chamadas de processos curriculares explicou Patrícia: “quando se busca pela justiça restaurativa há um interesse em resgatar as potencialidades e identificar as fragilidades da condição humana. As respostas geralmente aparecem diante de alguns conflitos violentos que são praticados na convivência. Por meio de um apanhado de humanidade e isso que se tem através de um círculo de construção de paz. E cabe a nós, docentes, promover o diálogo, um consenso, mostrando as suas necessidades, suas fragilidades e suas potencialidades, de como podem agir para lidar com o problema por meio de uma convivência humanizada”.

Uma das professoras que participou da oficina durante o ProFoco, Simone Karmann, aplicou o método logo no primeiro dia de aula e considerou que por ser o primeiro contato destes alunos com a Universidade, uma atividade de aproximação era necessária, no intuito de prevenir possíveis conflitos: “estes alunos acabaram de chegar na universidade, trazem consigo expectativas e essa questão é o que a Unisul pode humanizar em termos de metodologia. Trabalhar os desafios e as angústias, além de integrá-los deixou claro desde os propósitos e suas contribuições com a turma. Foi uma técnica que durou quase duas horas e quando eles saíram, estavam enturmados. Esse clima que tem que ser criado porque a primeira impressão é a que fica. Então nós professores que estamos na linha de frente, devemos investir na formação continuidada e aplicar constantemente a competência sócio afetiva”.

A Justiça Restaurativa é incentivada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por meio do Protocolo de Cooperação para a difusão da Justiça Restaurativa, firmado em agosto com a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).

Conheça o Programa de Pós-graduação em Direito AQUI.
As publicações do Nesc estão disponíveis neste link.

COMPARTILHAR