O início da internacionalização nas universidades

“Muito além do compromisso das universidades com a internacionalização das pesquisas, estão as atitudes que cada um faz para se internacionalizar”. Esta frase é da professora Dra. Luciane Stallivieri, pesquisadora em internacionalização da pós-graduação, que realizou uma palestra na Unisul, durante a 13ª Jornada Unisul de Iniciação Científica (JUNIC).

Segundo a professora, a internacionalização não é algo recente, mas sim uma resposta proativa ao fenômeno de globalização. Enquanto uma tenta tornar o mundo mais homogêneo, a internacionalização respeita as diferenças e quer aprender com a cultura do outro.

Um dos grandes obstáculos do ensino brasileiro é a internacionalização do currículo. “A sala de aula também precisa se ajustar. Não adianta criar os ambientes propícios para a pesquisa internacionalizada, se os currículos não se ajustarem”, afirma a professora. Esta desatualização prejudica o país na tentativa de conseguir que mais pesquisadores de fora venham estudar aqui. “Precisamos oferecer um currículo mais atrativo. O idioma é uma dificuldade grande no Brasil, então oferecer oportunidades de ensino em outras línguas poderia facilitar esta vinda de estudantes de outros países”, complementa Luciane.

Tendências para o futuro

Além de aprimorar o currículo educacional, é importante que o Brasil também tenha uma cultura institucional de internacionalização. “Precisamos ter uma educação inclusiva para que os estudantes de outros países tenham interesse em vir para o Brasil. Precisamos abrir as portas e incentivar que mais pessoas venham para cá”, defende a professora. Além desta prática, ela afirma os pontos positivos da mobilidade internacional entre pesquisadores e estudantes. “Existe algo chamado de currículo oculto, que vai além do ensino formal. Ou seja, a internacionalização ajuda o estudante a ser um cidadão global, já que ele convive com outras culturas, aprende sobre as práticas de cada país e retorna para o seu local de origem levando consigo muito mais do que a educação da sala de aula”, finaliza.

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