O papel do Serviço Social frente às desigualdades

O Brasil ocupa a 9º colocação no ranking mundial de desigualdade de renda. A informação é da ONG Oxfam. Ainda segundo o relatório, o número de pobres cresceu 11% em 1 ano, atingindo 15 milhões de brasileiros em 2017. Por conta desses índices, muitas pessoas não conseguem acesso às políticas sociais. E é o profissional que atua no Serviço Social que é o responsável por auxiliar no processo de inclusão destas pessoas.

Como o Brasil é um país com alto índice de desigualdade social, os assistentes sociais no país, em sua maior parte, têm seu trabalho voltado para a população em situação de pobreza ou com ausência de renda, trabalhando para viabilizar os direitos da população que são garantidos constitucionalmente. 

Segundo a professora do curso de Serviço Social, Carolina Hoeller da Silva Boeing, o mercado de assistentes sociais vem crescendo ao longo dos últimos anos e existem muitas possibilidades. “O assistente social é o profissional que possuirá, muitas vezes, a missão de garantir o acesso aos direitos e deveres das pessoas atendidas. Esse profissional deve sempre exercer suas atividades respeitando à diversidade e atendendo às várias esferas como educação, saúde, habitação, seguridade, emprego e muito mais”, analisa.

Empreender no Serviço Social

O mercado é amplo e inclui instituições públicas, privadas e não governamentais. Há também diversas possibilidades de empreender em Serviço Social. “As mais comuns são por meio de consultorias e assessorias, sejam para o setor público ou mesmo para empresas que cada vez mais buscam seu espaço na esfera social ou mesmo na área da sustentabilidade”, comenta.

As tecnologias sociais

As tecnologias sociais podem ser produtos, técnicas, métodos ou processos que são criados para solucionar problemas sociais. São experiências inovadoras que contribuem para resolver ou minimizar essas situações. “Essas tecnologias podem, realmente, mudar a realidade de um local, região ou mesmo do país. São fundamentais para o ecossistema em que estão incluídas”, analisa a professora.

Um exemplo de tecnologia social é o Programa Conexão Jovem, fomentado pelo Instituto Nexxera. O programa tem o objetivo de auxiliar na criação de um futuro melhor para crianças e adolescentes das comunidades da Grande Florianópolis, com o propósito de gerar mentes empreendedoras. Os jovens de escolas municipais selecionadas, participam de um desafio onde devem buscar soluções para problemas do dia a dia das instituições de ensino.

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