O que pode mudar no comportamento urbano pós-pandemia?

O termo “cidades sustentáveis” já vem sendo usado há algum tempo. Com o isolamento social, a necessidade de falar sobre isso é ainda maior. Afinal, o que é uma cidade sustentável e como ela contempla as novas preocupações das pessoas?

Para o Coordenador dos cursos de Engenharia Ambiental e Sanitária da Unisul, Anderson Soares André, uma cidade sustentável prevê uma série de diretrizes para melhorar a gestão da zona urbana e prepará-la para as gerações futuras. “Isso é possível através de alguns pilares, como a responsabilidade ambiental, que passa pela atuação do Engenheiro Ambiental que, por sua vez, aplica métodos, técnicas e tecnologias para evitar o esgotamento dos recursos naturais e do meio ambiente”, destaca.

Segundo Anderson, o curso de Engenharia Ambiental possui disciplinas focadas na sustentabilidade e está sendo implantado um novo projeto pedagógico ainda mais focado no mercado de trabalho, com base no conceito CHA (Conhecimento, Habilidades e Atitudes), que permitirá o desenvolvimento acentuado das habilidades com foco sustentável nos futuros engenheiros.

A busca por alternativas sustentáveis também deve afetar o setor da Engenharia Civil. “As soluções e moradias sustentáveis que busquem otimizar energia e água, reaproveitar o lixo produzido, que venham a impactar positivamente a qualidade de vida dos habitantes de uma cidade e que tragam benefícios ao meio ambiente devem ser vistas como tendência para o futuro imediato”, ressalta o Coordenador do curso de Engenharia Civil da Unisul, Oscar Ciro López.

A professor ainda destaca que o planejamento das cidades já se volta para o conceito da acessibilidade, que representa o esforço para se atingir os destinos desejados de forma descomplicada. “A mobilidade complementa a acessibilidade na medida em que gera condições que permitam a todos o acesso aos seus destinos. Isso remete para a criação de polos geradores ou concentradores de geração de ofertas de serviços, como escolas, trabalho, saúde e lazer, espalhados pelo território e não segregados, evitando o trajeto de longa distância e o fluxo intenso no horário do início e do fim da jornada de trabalho”, afirma explica López.

Em relação à profissão de Engenheiro Civil, López acredita que a questão da mobilidade e a preocupação em relação ao distanciamento social devem continuar em foco nos projetos realizados pelos futuros profissionais.

“Projetos arquitetônicos, residenciais, de urbanização, de sistemas de transporte, entre outros, devem englobar medidas de redução de pontos de contágio, distanciamento seguro sem redução da capacidade de atendimento, maior oferta de coleta sanitária de lixo, entre outras questões. O maior desafio é a mudança cultural dos novos empreendimentos urbanos, com planejamento de sistemas de transporte de uso coletivo em detrimento do uso individual, com priorização do uso da bicicleta e das caminhadas em rotas inseridas em um contexto paisagístico e com segurança na locomoção”, ressalta.

Fonte: NSC Total
www.nsctotal.com.br/noticias/o-que-muda-no-comportamento-urbano-pos-pandemia

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