Outubro Rosa: o papel da psicologia no tratamento do câncer

O descobrimento de qualquer doença é um momento de muitas incertezas e questionamentos na vida do paciente. Com quem descobre um câncer a situação não é diferente. Além de todas as mudanças corporais e de rotina, há também o abalo psicológico que é sofrido por quem recebe a notícia.

Um dos principais transtornos observados em pacientes oncológicos é o de ansiedade e de depressão. Segundo Viviane Almeida, psicóloga e professora da Unisul, na disciplina de psicologia hospitalar, a pessoa fica com muita insegurança e incerteza no futuro. “Muitas vezes o paciente com câncer acha que a vida já acabou. É um momento que ele acaba, muitas vezes, desenvolvendo a depressão, também por conta da fraqueza. A questão biológica faz com que, emocionalmente, a pessoa fique com o humor bastante deprimido”, comenta.

Participação do psicólogo

Nos últimos anos a medicina avançou muito nos tratamentos oncológicos. Hoje, uma equipe multidisciplinar é responsável pelos pacientes, já que há uma grande mudança bio-psico-social na vida desta pessoa. “Por isso é importante um tratamento completo e multidisciplinar. O psicólogo acompanha todas as mudanças e processos, já que a doença altera diretamente a questão emocional do sujeito, com toda a mudança, tratamento, relação com a família, trabalho, relação com seu próprio corpo, reflete Viviane.

Outubro Rosa: 60 mil novos casos são registrados por ano no Brasil

A principal queixa dos pacientes oncológicos é com relação às mudanças ocorridas após a descoberta do câncer. “A partir do diagnóstico tudo muda. As relações mudam, inclusive a relação dele com ele mesmo e com a vida. Mas a queixa do paciente depende muito do estágio em que ele está: diagnóstico, tratamento, acompanhamento, cura…”, analisa a psicóloga.

Quando o paciente deve procurar ajuda?

A presença de um psicólogo durante o tratamento oncológico deve ser requisitada pelo paciente assim que ele se sentir com medo, ansiedade e depressão. Viviane analisa que, quando o paciente fica fragilizado emocionalmente, o que ele precisa é de uma ajuda especializada. “O psicólogo é fundamental para encorajá-lo, ver que ele não está sozinho, que ele tem apoio da equipe, da família. Então ele deve procurar ajuda assim que sentir algum destes sintomas/sentimentos, algo que está causando um desequilíbrio emocional”, finaliza.

Conheça o curso de Psicologia

COMPARTILHAR