Pesquisa aponta um novo alvo molecular contra a disfunção cerebral na sepse

Orientada pela professora doutora Fabricia Petronilho, a mestranda do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde (PPGCS) da Unisul, Sandra de Aguiar Bonfante, defendeu a dissertação intitulada “Participação da Staniocalcina-1 na proteção contra o estresse oxidativo hipocampal e prejuízo a memória em modelo animal de sepse”.

A professora doutora Fabricia explica  que, a sepse continua sendo a principal causa de morte em Unidades de Terapia Intensiva e durante o seu desenvolvimento, o cérebro e particularmente afetado, resultando em alterações precoces como o delirium e coma e a longo prazo, o prejuízo a memoria dos pacientes. “Entre os mecanismos fisiopatológicos envolvidos em tais alterações, encontra-se o estresse oxidativo celular”. Por tais aspectos, de acordo com a doutora Fabricia, o estudo partiu de evidencias do envolvimento da staniocalcina-1, um hormônio glicoproteico ate hoje estudado na proteção contra o câncer, na diminuição do estresse oxidativo e dano direto a membrana celular, evidenciando um possível alvo molecular a ser estudado.

Utilizando um modelo animal de sepse polimicrobiana em ratos, foi então observado que a presença da molécula no hipocampo dos animais foi responsável por diminuir parâmetros bioquímicos relacionados à avaliação de estresse oxidativo agudo e nos animais sobreviventes ao modelo, na diminuição do o dano a memoria.

O estudo foi apresentado em banca pública, que teve como avaliadores a professora doutora Talita Tuon (UFSC) e a professora doutora Josiane Somariva Prophiro (PPGCS-Unisul).

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