Pesquisa avalia demanda de serviços públicos mentais para dependentes químicos

A dissertação de Luiza Bento da Silva Bertolino sobre a “Associação entre Disponibilidade de Serviços Ambulatoriais de Saúde Mental e Demanda de Atendimento por Transtorno por Uso de Substâncias em uma Emergência Psiquiátrica em Santa Catarina”, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS), avaliou a disponibilidade dos serviços públicos de saúde mental em dois municípios.

Demanda de serviços públicos em pacientes com transtornos por uso de substâncias

A pesquisa teve como objetivo avaliar e correlacionar a associação entre disponibilidade de serviços públicos de saúde mental nos municípios de São José e Florianópolis e a demanda de consultas, internações e reinternações por Transtornos por Uso de Substâncias (TUS) em uma unidade de emergência psiquiátrica entre os anos de 2014 e 2016.

Sabe-se que dependência química é transtorno crônico que pode trazer sequelas cognitivas e comportamentais e refletir em diversos problemas de saúde pública. Sua prevalência, ao longo dos anos, tem aumentado e diversas estratégias para tratamento destes usuários têm sido estudadas. A presença de serviços públicos ambulatoriais voltados para o tratamento destes usuários pode auxiliar na detecção precoce de situações de crise, tentar resolvê-las antes de se chegar a uma gravidade que exija hospitalização e atuar na manutenção terapêutica extra-hospitalar, reduzindo dessa forma, a procura por hospitais psiquiátricos.

Os resultados do estudo apontaram que a maior oferta de serviços públicos ambulatoriais de saúde mental pode reduzir a necessidade de consultas de emergência, internações e reinternações por TUS. No entanto, para que tal impacto ocorra, pode ser necessário não apenas a implementação dos serviços, mas principalmente sua manutenção e otimização ao longo dos anos.

A dissertação

A dissertação orientada pela professora doutora Aline Daiane Schlindwein, na linha de pesquisa de “Investigação de agravos crônicos à saúde”, foi defendida no dia 31/07, no PPGCS da Unidade Pedra Branca. Participaram da banca a professora doutora Aline Daiane Schlindwein, farmacêutica-bioquímica, docente do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde, o professor doutor Tadeu Lemos, médico especialista em Dependência Química e professor adjunto do Departamento de Farmacologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Como avalidor interno, participou o professor doutor Maicon Roberto Kviecinski, farmacêutico, docente do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde.

O PPGCS

PPGCS da Unisul propicia a formação integral e continuada de qualidade, possibilitando ao cidadão interagir e contribuir qualitativamente com as demandas locais, regionais, nacionais e internacionais. As aulas são ofertadas nos Campi Grande Fpolis e Tubarão. Mais informações podem ser conferidas no site da Unisul.

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