Pesquisador leva estudo sobre Maracujá à Colômbia e alavanca produção

A carreira do pesquisador colombiano Jaime Sànchez começou a ser traçada há dez anos quando estudou na Unisul, por meio de um intercâmbio. Jaime veio para o Brasil com o objetivo de aprender sobre a cultura da mandioca. Porém, se deparou com uma pesquisa sobre maracujás e se apaixonou pela fruta. Após aprender sobre o cultivo do produto, Jaime voltou à Colômbia, se tornou engenheiro agrônomo, trabalhou no Ministério da Agricultura e causou uma transformação no cultivo da fruta em seu país. Hoje a Colômbia é o terceiro país que mais produz maracujá.

Durante o mês de junho, uma comitiva colombiana, liderada por Jaime Sànchez, esteve em Santa Catarina para aprender mais sobre a fruta. O ex-intercambista também esteve na Unisul e relembrou o período em que estudou na universidade. “A experiência na Unisul foi muito boa. Aqui eu me apaixonei pelas passifloras e pude aprender mais sobre a cultura do Brasil”.

A comitiva ficou durante uma semana no estado e visitou diversos produtores da região sul. “A plantação de maracujá na Colômbia está avançando na parte de tecnologia e investigação. Estamos procurando por materiais que sejam mais produtivos e por isso viemos ao Brasil, para ver o que estão utilizando e também para trocar experiências”, explica o engenheiro agrônomo.

Fonte de inspiração

O professor que pesquisava sobre maracujás quando Jaime Sànchez esteve no Brasil pela primeira vez era o professor Celso Albuquerque. Hoje, o docente ocupa também a função de coordenador do curso de Agronomia da Unisul. “É um motivo de orgulho para o curso a história do Jaime. Ele é um exemplo e serve para mostrar que esses intercâmbios podem modificar muito a vida das pessoas e até mesmo de um país, como a Colômbia, que está se tornando um dos maiores produtores de maracujá”, relata.

Comitiva colombiana conhecendo a estufa hidropônica da Unisul

Maracujá como fonte de transformação

A Guerra Civil da Colômbia foi um dos grandes conflitos da América Latina, com início em 1964. Mais de 260 mil pessoas acabaram mortas por causa das guerras no país, que só teve fim em 2016. Hoje, o maracujá vem como uma nova vida para as pessoas que sofreram perdas com o conflito.

Segundo Jaime, o que está acontecendo no país é uma renovação, um fortalecimento da autoestima destas pessoas. “Queremos fortalecer o nosso país. Transformar o que foi uma Colômbia em conflito em uma Colômbia em paz e reconciliação por meio do cultivo do maracujá”, finaliza.

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