Possibilidades: visita técnica torna aprendizagem mais dinâmica

A vida do estudante universitário não deve e nem se resume a somente frequentar os limites da Universidade. Justamente por ser o momento de preparo e qualificação para seguir na profissão tão sonhada, as visitas técnicas trazem diversas experiências por “aprender fazendo”, parafraseando o reitor da Unisul, professor Mauri Luiz Heerdt.

Este semestre, os cursos estão bem engajados em proporcionar aos acadêmicos a teoria e prática com as visitas técnicas. Nessa semana saíram a campo os cursos de Engenharia Civil, Agronomia, Medicina Veterinária, Arquitetura e Urbanismo e Psicologia, do campus Tubarão.

De acordo com o professor Celso de Albuquerque, coordenador do curso de Agronomia, a saída das unidades de aprendizagem (disciplinas) se tornam atividades inovadoras e enriquecem o processo de ensino. “As visitas técnicas são um momento em que os professores podem mostrar aos estudantes o que de fato é a vida real e não só o que se referem os livros. E principalmente no setor agrícola e rural, onde podem ver na prática as técnicas, dificuldades e trocar ideia com os produtores”, destaca.

Os estudantes de Agronomia e Medicina Veterinária visitaram uma propriedade de leite em Braço do Norte com o professor Daniel Bittencourt, que ministra a unidade de aprendizagem de Bovinocultura de Leite. “A condução dessa disciplina é mais voltada à prática e menos teórico. Então uma saída a campo torna o aprendizado mais fácil porque o estudante pode correlacionar aquilo que falamos em sala de aula com o que o produtor realmente aplica no dia-a-dia”, explica Daniel.

Na propriedade o sistema de produção é por Compost Barn, conhecido por ser um sistema de alojamento que proporciona saúde e bem-estar ao rebanho, e consequentemente, beneficia tanto no desenvolvimento quanto no aumento de produção leiteira. “Costumamos orientar nossos alunos de que uma nutrição perfeita evita uma série de problemas metabólicos e doenças. Então a proposta era mostrar efetivamente este processo, para que notassem que esses animais estando alojados em um ambiente, com uma condição térmica melhor, uma condição onde eles fiquem com bem-estar, acaba por reduzir o custo e aumenta a produtividade, pois essa é a proposta do sistema”, conta o Professor.

Daniel ainda considera que o contato direto com o produtor e também com o animal de grande porte além de sair do costumeiro, como no caso dos estudantes de Medicina Veterinária, que muitas vezes lidam com animais de pequeno porte, cria novas perspectivas tanto para estágio quanto de mercado. “Braço Norte atualmente recebe em torno de um milhão de litros de leite. Para se chegar a esse volume de leite, tem em torno de oitenta mil vacas. E mesmo fora de Braço do Norte, pois a região tem um vasto mercado para atuação. E a Universidade forma esses profissionais. Por isso esse contato entre aluno e produtor é fundamental, porque eles podem conhecer, tirar dúvidas e até mesmo contribuir nesse processo”.

Já, o curso de Engenharia Civil, levou para visita técnica na Estação Tubarão Saneamento (ETA), os estudantes da UA de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário, ministrada pela professora Madelon Rebelo Peters.  A ETA trata a água que abastece os municípios de Tubarão e Capivari de Baixo. “Esta disciplina é dividida em duas partes: água e esgoto e ao encerrar o conteúdo da água, visitamos a ETA para aprender sobre o tratamento da água para o consumo humano. A importância da visita remete para as áreas de trabalho na Engenharia Civil que difere da construção de edifícios. Os alunos presenciaram a questão da gestão, tecnologia e a obra de saneamento em que o engenheiro civil pode tranquilamente trabalhar. Em junho visitaremos Estação de Tratamento de Esgoto Figueira (ETE) para fechar o módulo esgoto”, conclui a professora Madelon.

E os estudantes do Projeto de Urbanismo e Paisagismo, do curso de Arquitetura e Urbanismo, estiveram em Curitiba para visitar os 14 Parques Urbanos. “Prática Projetual feita em campo, em ambientes de aprendizagens variados. A cidade é nosso laboratório”, afirma o professor Rodrigo Althoff de Medeiros, coordenador do Curso.

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