PPGCA e Farmácia tem projeto sobre COVID-19 premiado no Rio Grande do Sul

A professora Karine Zepon, docente do Mestrado em Ciências Ambientais e do curso de Farmácia da Unisul, conquistou o segundo lugar com projeto para combate ao Covid-19, na segunda edição do TECNOVA RS. O projeto visa criar uma superfície asséptica ideia com a combinação de dois diferentes tipos de nanopartículas metálicas, visando reduzir ainda mais o tempo de inativação viral.

Segundo a professora Karine, o distanciamento social tem sido a principal tática para o enfretamento da disseminação direta do vírus SARS-CoV-2, causador da doença COVID-19. Estudos têm apontado que ao se adotar o distanciamento social há uma mudança na via principal de disseminação do vírus, que passa de direta para indireta, devido ao longo tempo de sobrevida do SARS-CoV-2 em superfícies inanimadas como plástico, tecido, madeira e metais.

Desta forma, criar uma superfície asséptica foi a proposta que a Professora Karine Zepon, docente do Mestrado em Ciências Ambientais e curso de Farmácia da Unisul, submeteu, juntamente com a empresa Nanoplus – sediada em Campo Bom, RS – ao TECNOVA RS, o edital de subvenção que conta com o apoio do FINEP, FAPERGS e BADESUL”,

Nesta segunda edição do TECNOVA RS, foram recebidos 41 propostas de combate da pandemia de COVID-19, sendo que a proposta submetida pela professora Karine Zepon e intitulada “Desenvolvimento de um substrato têxtil lavável para uso como insumo na confecção de equipamentos de proteção individual destinado a profissionais de saúde revestido com um material hidrofóbico e contendo impregnado nanopartículas de prata e cobre” conquistou o segundo lugar.

“Testes preliminares conduzidos em parceria com a empresa Nanoplus revelam uma redução de mais de 90% das unidades virais do SARS-CoV-2 após 20 minutos de exposição desse sobre uma superfície têxtil tratada com um tipo de nanopartícula metálica. Nossa ideia agora é combinar dois diferentes tipos de nanopartículas metálicas visando reduzir ainda mais o tempo de inativação viral”, destaca a professora.

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