Professor recebe prêmio por pesquisa clínica em periodontia

O professor doutor Guenther Schuldt Filho, do curso de Odontologia, Unidade Pedra Branca, recebeu no sábado (27), em Vancouver (Canadá), o prêmio Pesquisa Clínica no Congresso da Academia Americana de Periodontia.

A premiação se deve a relevância mundial na área de periodontia com o artigo Indicadores de risco para peri-implantite. Um estudo transversal com 916 implantes publicado na Revista Clinical Oral Implants Research (Qualis A1), em 2016.

Os indicadores de risco para peri-implantite

O estudo foi aplicado em 183 pacientes tratados com 916 osseointegrados implantes de titânio, em função de pelo menos 1 ano. Os implantes foram instalados na Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Odontologia (FUNDECTO) – Universidade de São Paulo (USP) – de 1998 a 2012. Fatores relacionados àcondições sistêmicas (distúrbios cardíacos, hipertensão, tabagismo, alcoolismo, distúrbios hepáticos,hepatite, doença gastrointestinal, diabetes mellitus I e II, hipertiroidismo ou hipotiroidismo,radioterapia, quimioterapia, menopausa, osteoporose, doença periodontal ativa, história dedoença periodontal e bruxismo), características do implante (localização, diâmetro, comprimento,forma e antagonista) e os parâmetros clínicos (facetas de desgaste, estado periodontal na região adjacentedente, acúmulo de placa no dente adjacente, índice de placa modificado, índice de sangramento do sulco, profundidade de sondagem, sangramento à sondagem, largura do tecido queratinizado e recessão marginal).

Como resultado foi possível notar um risco aumentado de 2,2 vezes para história de doença periodontal (DP), 3,6 vezes restaurações cimentadas em comparação com próteses aparafusadas, 2,4 vezes quando as facetas de desgaste foram expostos na coroa protética e 16,1 vezes para reabilitações totais quando comparados com reabilitações foram encontradas.  A análise de regressão logística não mostrou associação entre os características do implante e peri-implantite.

Assim, identificou-se como indicadores de risco para periimplantite histórias de doença periodontal, próteses cimentadas, presença de facetas de desgaste as reabilitações de coroa protética e boca cheia. As características dos implantes não estavam relacionadas com a presença de peri-implantite.

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