Profoco sugere que aluno seja protagonista de seu aprendizado

Os desafios para a docência universitária na contemporaneidade foram discutidos na primeira atividade presencial do Profoco em 2016. O Programa de Formação Continuada recebeu na Unidade Pedra Branca, nesta segunda-feira, 22, o professor Dr. Marcos Tarciso Masetto (PUC-SP) como palestrante. Com 16 livros publicados, Masetto tem grande experiência na Educação com ênfase na Formação Pedagógica de Professores Universitários.

Ao direcionar a docência no ensino superior para a aprendizagem, o uso de metodologias ativas e mediação pedagógica pode fazer a diferença, de acordo com o professor Mazetto. Ele destacou o ensino com pesquisa e extensão, além de sugerir que os professores explorem ambientes profissionais, sem esquecer dos processos de avaliação contínuos.

Outro tópico bastante explorado pelo palestrante é a do aluno-parceiro. Masetto deu exemplos de agumas técnicas que podem envolver o aluno. “No primeiro encontro é interessante a criação de um grande grupo, que explorem o espaço físico, apresentações e comentários gerais. Em seguida, define-se o plano de trabalho e realiza-se um brain storm para definir responsabilidades e a participação de cada um”, diz.

Com uma nova atitude, o aluno pode ser coparticipante, ao lado de professores e colegas, do seu processo de formação profissional.  Para isso, o professor sugere aulas expositivas dialogadas, leituras, sites, entrevistas, vídeos e filmes. “Formação de pequenos grupos, grupos de oposição, debates, grupos formulando perguntas, painel integrado, ente outras atividades podem estimular o aprendizado”, diz acreditar Masetto.

Professores das quatro Unidades de Articulação Acadêmicas (UnAs) participaram da atividade. A professora de Ciência Política, do curso de Direito, Andréia Cosme gostou da perspectiva que o Dr. Masetto apresentou. “Sua fala é de quem está dentro da sala de aula. Gosto muito quando o Profoco traz palestrantes, que além de pesquisadores, estão lecionando”, avalia. Para o professor de Bioquímica e Biologia Molecular, Carlos Frederico dos Santos, a palestra foi muito bem embasada. Professor dos cursos de Medicina, Fisioterapia e Odonto, ele só fez uma ressalva. “Nem tudo da teoria pode ser aplicado na prática, mas achei excelente a iniciativa do Profoco ao tratar dessa temática”, diz.

Também do curso de Medicina, a professora Marcia Kretzer destacou as metodologias ativas. Ela afirma que utiliza algumas nas aulas de Atenção Primaria de Saúde e que aprendeu novas abordagens no Profoco. Para ela, o desafio é com aquele aluno descompromissado. “Um pessoal pequeno no curso de Medicina, mas em outros cursos eu também já tive situações de alunos que, às vezes, não estão tão envolvidos ou não estão comprometidos com o curso. Eu vejo que esse é o grande desafio. Utilizar essas metodologias, modificar o nosso papel, enquanto docente, rever o nosso papel, mas também esse desafio de conseguir conquistar ou envolver aquele aluno que não está tão comprometido”, pondera.

Professores do Campus UnisulVirtual também estiveram no evento. José Roberto Paludo, professor de Filosofia, considerou a temática relevante. “Inclusive para início de semestre em que os professores estão buscando novidades, preparado suas aulas e metodologias. Acho que agora a gente pode buscar, pesquisar e desenvolver técnicas para melhorar a metodologia”, projeta.

Apesar dos alunos do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde serem em geral mais maduros que os de Graduaçao, a professora Clarissa Comin aprovou as técnicas para a sala de aula exemplificadas pelo palestrante. “Nós também temos carga horaria na Graduação e essas técnicas ajudam muito na capacitação de alunos, no processo ensino aprendizagem. E eu acho que a palestra de hoje só veio a aprofundar e melhorar nossa relação com os alunos”, avalia.

A assistente pedagógica da UnA das Ciências da Construção, Produção e Agroindústria,  Saionara Belo Silveira afirma que em um grande grupo é sempre mais delicado discutir essas questões de técnica. “Mas acredito que o professor Masetto trouxe algumas questões muito pertinentes. Quando o aluno reprova, por exemplo, o professor pode ser mais flexível, ensinado de outra forma, trabalhado de outra forma. E ele focou muito na questão do aluno como protagonista. Tirar o aluno da passividade, fazer ele deixar de ser meramente um ouvinte nas aulas e poder ser de fato protagonista. Pensar mais, refletir mais e produzir mais”, finaliza.

As atividades do Profoco seguem até o final da semana com atividades nos campi Grande Florianópolis, Tubarão e UnisulVirtual.

 

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